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Economia de Transição

Somos uma Rede Social, com mais de 6.000 membros, promotora do projeto ENERGizar.pt.

Misturamos essencialmente conceitos de Empreendedorismo Social com Modelos e Projetos de Desenvolvimento Sustentável (Permacultura, Transição, ECGBCSD, B Corp) desde janeiro de 2009, porque como diz Peter Druker, a melhor forma de prever o futuro, é criá-lo!

"O DINHEIRO QUE CURA" - "THE MONEY FIX" (2011) LEGENDADO PT

Propõe soluções simples e brilhantes, que já vem sendo adoptadas, como a moeda local, o sistema de troca de tempo e o sistema de crédito mútuo, baseados na colaboração, utilizadas em vários locais do mundo.
É urgente uma reforma monetária!!

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Comentário de Rodrigo Santana em 20 março 2012 às 20:00

Grécia: A moeda da solidariedade - Kaereti
O kaereti parece ser uma resposta do que estar a ocorrer na economia grega”.
Todos os intercâmbios da rede são registados em um computador central, onde os membros publicam o que podem oferecer, cobrindo uma ampla variedade de produtos e serviços. Os integrantes anotam os que precisam. Quando dois membros decidem fazer a troca, cada um completa a conta do outro com a quantia acordada em kaereti. O ponto-chave é que não circulam nem euros e nenhuma outra moeda oficial, e que todos os intercâmbios são feitos exclusivamente em kaereti. A palavra “kaereti” pertence ao dialecto local e significa “oferece uma pequena ajuda a alguém que necessita, sem esperar um benefício”.

Sem dúvida, a transparência no sistema monetário local é uma grande vantagem. Todos os membros têm acesso à planilha principal, que mostra a hora da transacção, os preços e a quantidade de trocas realizadas a cada momento. Um kaereti equivale a um euro, mas os euros não são permitidos dentro da rede. “As moedas alternativas estão dirigidas principalmente aos pobres”, explicou o professor e economia política George Stathakis, da Universidade de Creta.

“Todas as redes alternativas são uma base muito séria para superar os obstáculos”, afirmou Stathakis. Assim, ressurgem velhas actividades que ganham um novo valor, gerando emprego simultâneo. “Todos os intercâmbios se baseiam na confiança, transparência e simplicidade.

Artigo completo: http://ips.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=8076

Comentário de Luís Amaral em 19 março 2012 às 23:38

Pois é Fernando... Boa noite :-)

Compreendo bem o drama do seu vizinho.
Infelizmente não esta nas minhas mãos...

Também nasci antes dos anos 60 :-D
E também tenho hipoteca a pagar :-(
E por acaso até despedi o patrão no ano 2000 (já lá vão 12 anos...), numa altura em que levava para casa mais de €3.000 ao fim de cada mês... E por coincidência também nunca mais conheci nenhum outro patrão. Nem nunca mais recebi ordenado. E já desisti de procurar nesse "filão".

Não, não sou rico. Nem político!
Nem indignado!
Nem indigente ou coitado.


Temos mesmo que dar a volta a este "molho de brócolos" em que estamos todos atados de pés e mãos. Viver um dia após outro...

Temos que seguir sorrindo. 

Convictos que com Trocal e Banco do Tempo ou com Troikal + S. Bento, de alguma forma teremos que ir mudando os nossos comportamentos, hábitos e vícios, alterando e substituindo as "verdades" que nos impingiram nas muitas escolas que frequentámos por outras menos definitivas e mais adaptativas.
E criando a alternativa a cada dia que passa.

A gente ainda se encontra por aí...
Caminando...

Abraços

Comentário de Fernando Gama em 19 março 2012 às 23:20

Boa noite, amigos.

Luís Amaral, obrigado por mais uma vez me responder, no fundo estamos de acordo, a Permacultura será o caminho, único e possível, o lógico , o prático e funcional...

Em relação ao meu vizinho as coisas complicam-se, dei-lhe o seu recado, mas ele continua renitente..  será melhor mudar de vizinho ou mesmo assim vou levá-lo comigo?

Penso que estávamos a falar de coisas diferentes, o Luis Amaral , fala - e muito bem, de um jovem licenciado na casa dos 30 anos, que nunca trabalhou e esta desempregado, que pode muito bem viver em casa dos pais e que precisa de encontrar o seu caminho.

Eu falo dele coitado, que tem 50 anos, está sem sem emprego à 3 anos e está em vias de entregar a casa ao Banco, o tal que nos suga até o tutano e sendo ele já um marginal ( atenção que é de margem , não de criminoso ) , nenhum banqueiro se importa com ele.

No caso deste meu vizinho- e não só , seria de todo o interesse a tal moeda local, o tal banco de horas, a tal ecotrocas, ( do amigo Casimiro), a tal cooperativa ,etc. etc., que o chamassem para entrar novamente no sistema e assim possa fazer a transição com todos nós...

Se o amigo, Luís Amaral, conseguir convencer o meu vizinho a ir consigo para o Alentejo  eu ficava-lhe muito grato, porque eu estou convencido a ir e com todo o prazer. mas, ele fala-me em sobrevivência , não em milagres, o coitado...

Um abraço para todos.

Comentário de Sérgio Pinto em 19 março 2012 às 16:54

O vídeo está muito interessante e sintetiza bem os problemas que estamos a viver actualmente. Os comentários também, sobretudo os do Luis Amaral, que gosto sempre muito de ler, pois são sempre muito lúcidos e inspiradores.

Para mim o cerne da questão está aqui: a actividade humana assentar em modelos artificiais, completamente desfasados dos ciclos naturais. Assim não somos sustentáveis, pois gastamos os recursos a uma velocidade muito superior à capacidade de reposição do planeta, criando a tal dívida de que ninguém fala! Toda esta crise económica é um alerta e uma consequência de estarmos a chegar aos limites!

Infelizmente não vejo nos políticos e nos homens que conduzem a humanidade actualmente, capacidade e vontade de romper com o passado e de promover as medidas correctas, cada vez mais urgentes, pois foram sobretudo eles que nos conduziram até aqui e não será agora com as mesmas receitas que nos vão salvar. Possivelmente a solução vai passar, e já está a passar, pelo surgimento de pequenas iniciativas individuais e locais que vão ganhando eco e servindo de exemplo para aquilo que deverá ser o modelo a seguir globalmente.

Pessoalmente gostaria de já estar a viver activamente em harmonia com as minhas convicções, ou seja, a par e passo com as fontes e os recursos naturais e muito menos com o recurso artificial que é o dinheiro.  

 

 

Comentário de Luís Amaral em 19 março 2012 às 1:27

Olá Fernando Gama, boa noite.

A participação ou criação de uma Iniciativa de Transição é um processo gratuito que poderá ser efectuado por reformados, desempregados, estudantes ou qualquer outro perfil de pessoas que, mesmo não tendo acesso à net, possam ir lendo e se informando nos computadores com acesso gratuito ao ciber-espaço.

Uma Iniciativa de Transição não necessita de fundos para funcionar. Apenas necessita de pessoas com vontade de partilhar ideias, conhecimentos e acções concretas e práticas, para além e para lá de todas as teorias.

Quanto aos cursos e formações, há-os de todo o tipo e de todos os custos... Dependendo da forma como quiser fazer ou pagar.
Se deseja mesmo passar à prática sem gastar nada mais que o dinheiro do transporte, recomendo-lhe por exemplo que Vá plantar raízes no Alentejo com o Carlos e restante família. Lá poderá aprender muito mais que num simples curso de Introdução à Permacultura e quase tanto quanto o que aprenderia em duas semanas, num PDC.

Eu estou a preparar-me para ir trabalhar com ele durante dois dias (4º e 5ª fº da semana que vem.
Não vou pagar para trabalhar, nem ele me vai pagar nada. Mas certamente tanto ele e a família, como eu, estaremos mais ricos na próxima 6ª fª.

Claro que tudo tem custos... Por ex. eu vou ter que pagar as deslocações até à Herdade do Freixo do Meio, ali em Montemor (mas o amigo Fernando até gasta menos dinheiro, pois mora mais perto...)

Afinal "vidas subsidiadas" é aquilo que a humanidade têm andado a usufruir desde há bastante tempo.
Quem subsidia? O planeta, enquanto não entrar em colapso total?
Como subsidia? Através da disponibilização de coisas a que chamamos RECURSOS que não são de todo renováveis (combustíveis fósseis), ou que são renováveis num ciclo temporal que os humanos há muito esqueceram que têm que respeitar.

Espero que já tenha algumas respostas concretas para poder sugerir ao seu vizinho :-)

Claro que há muito mais...
Mas se o amigo se integrar numa Iniciativa de Transição ou numa pequena Comunidade local onde estes temas e interesses sejam debatidos e ventilados, certamente haverá imensas ideias para ultrapassar os obstáculos reais representados pela exiguidade ou quase inexistência de recursos financeiros.

Não falte criatividade nem vontade de fazer coisas na prática. Doa a quem doer...
Milagres? Só para quem tem muita Fé!

Comentário de Fernando Gama em 19 março 2012 às 0:54

Amigo Luís Amaral e restantes amigos, eu concordo com quase todos os comentários, acho que todos têm razão.

Sendo simpatizante, em alguns casos, do método empírico, gostaria era de passar à prática...porque não avançarmos com alguma coisa concreta?

Acho que chegou a hora de agir... amanhã pode ser tarde. Os caminhos trilhados por alguns pioneiros, pode ser a inspiração e a força aglutinadora que precisamos, o empurrão necessário para começar a movimentar as sinergias.

Já existe muita coisa que nos pode inspirar e no percurso de transição outras ideias irão surgir.

Como já repararam eu preocupo-me muito com a Transição e que seja conforme o Luís Amaral fala, mas nem todos podem ter um local para exercerem Permacultura - a uma escala suficiente para uma transição do capitalismo desenfreado para uma vida cada vez mais consciente, empreendedora, resiliente, simples e feliz!

O que me perturba o espírito é o seguinte,  como um reformado, com reforma mínima, ou um desempregado têm condições para iniciar um processo de transição?

Lembrem-se, tudo tem um custo desde cursos a deslocações e outros. Se alguém me responder fico muito agradecido é para informar o meu vizinho coitado..

Comentário de Luís Amaral em 18 março 2012 às 23:37

Compreendo a tua afirmação Rodrigo :-) e até concordaria com a tua ideia mas...
Criar dinheiro, seja local, central ou popular, não gera riqueza nem paz ou harmonia.

A única forma de promover abundância sem limites é através de práticas sustentáveis, equilibradas através dos ciclos energéticos naturais. Respeitemos e acertemos o passo com a única fonte "inesgotável" de energia: O Sol.

O povo pode criar milhões de moedas locais. Ou milhões em "moeda popular".
Se o povo não produzir alimento em abundância, para que serve o dinheiro?

O actual Sistema Financeiro global que "regula", domina e controla o sistema económico (infelizmente só há um Sistema Económico e é GLOBAL), baseia-se na criação de dinheiro virtual (apenas existem notas e moedas, de cerca de 6% do dinheiro que circula no éter), através da geração de dívida (que por sua vez implica a auto-duplicação do dinheiro através do juro...).

O verdadeiro débito, a dívida de que ninguém fala é aquilo que todos os dias consumimos por "empréstimo" ao ciclo de reposição natural.

A humanidade consome recursos mais rapidamente que a natureza consegue repor. Não há dinheiro que venha equilibrar esta balança.

É o crescimento desse débito ecológico a que se chama "pagada humana" e que neste momento tem um tamanho muito superior ao planeta em que vivemos, que nos está a empurrar rapidamente para um beco sem saída.

Se os parvalhões que apostam fortunas virtuais no virtual jogo da bolsa, olhassem com olhos de ver para a Natureza, da qual dependem para viver, talvez compreendessem que só há verdadeira capacidade de reprodução e crescimentos geométricos sustentáveis, na multiplicação nas plantas.

Comentário de Rodrigo Santana em 18 março 2012 às 23:15

O dinheiro afecta directamente na maneira como as pessoas se relacionam. Actualmente o dinheiro é uma ferramenta de controle, sua criação através de dívida, promove a escassez e com isso a competição entre as pessoas, afinal não há dinheiro suficiente para todos pagarem suas dívidas e outros serviços básicos. Mas existe a outra face, podemos criar dinheiro para promover a abundância, a solidariedade e a união. É impossível criar um mundo de paz e harmonia quando o dinheiro é controlado por poucos, é necessário que a criação do dinheiro retorne para as mãos do povo, e as moedas complementares são excelentes ferramentas para isso.

Comentário de Fernanda Rodrigues dos Santos em 18 março 2012 às 22:01

a par da criação de Núcleos de Artes e Saberes,(a fim de que se faça ouvir o concerto da colaboração produtiva) sugiro a abolição imediata do já pérfido termo "Banco", que usei anteriormente...núcleo, como o do "cofre" do ADN no tão maravilhoso mundo celular. (desculpem as vezes os erros sintaticos e outros, o fluxo é ao sabor da pena) 

Comentário de Fernanda Rodrigues dos Santos em 18 março 2012 às 21:40

Sabemos todos que o problema não é o dinheiro mas de quem o usa, na base de tudo está a gestão do usuário/usufrutuário e a tendência observável para a rápida conversão do uso em abuso. A doença crónica de cuidar do que é de todos como se fosse do próprio, a ignorância persistente do outro como também utilizador e usufrutuário, bem como o presbitismo aplicado nas atitudes de exploração dos recursos, como se o espaço físico fosse apenas do bicho humano e não de todos os bichos. A sinfonia de tudo o que existe, exige o concerto em uníssono, em co-operação e cooperação, deste modo, o dinheiro será útil se usado convenientemente, porque é cómodo e prático, a parte de Bancos de Artes e Saberes, que podem funcionar como a "polícia do corpo"na busca do equilíbrio e da imunidade. O VALOR DO TRABALHO tem que ser regenerado, é francamente desequilibrador a drenagem de remunerações faustosas para supostos especialistas e os pagamentos mórbidos, causadores de facto da doença física da escassez e da doença simbólica, da desvalorização desse mesmo trabalho. Urge acabar com o capitalismo financeiro, expelir do sistema a ideia de que esses "moços asséticos"mais uma vez faustosamente pagos governam o mundo a bordo dos gráficos acéfalos que sobem e descem, como se não tivessem efeitos colaterais GRAVES, nos seus gadgets último grito. Não é possível aceitar que esses recursos humanos são mais valiosos do que o trabalho, por exemplo do agricultor. Esta disparidade promove "cataclisticamente"desacertos pandémicos. Agora a hora é de aplicação de antibióticos e antivíricos de largo espectro, arsenal sem o qual śerá impossivel vingar o já débil e muito enfraquecido imaginário individual e social. A par podemos ir formando bancos de trocas, o que por aqui se vai fazendo Bem, estender o laço, será outra prioridade, sem que se descure a luta pela expulsão e implosão do Adamastor capitalismo financeiro. Como?Revelar, denunciar, dar conta das somas envolvidas, explicitar a distorção, presentificar continuamente a fraude, não ensimesmar, fazer jus a Hessen e soltar a corda da Indignação. Logo a seguir, Cooperar, porque a raiva excessiva  rouba Energia. Entretanto vamos caminhando firmemente  atentos. 

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