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Economia de Transição

Somos uma Rede Social, com mais de 6.000 membros, promotora do projeto ENERGizar.pt.

Misturamos essencialmente conceitos de Empreendedorismo Social com Modelos e Projetos de Desenvolvimento Sustentável (Permacultura, Transição, EBC, BCSD, B Corp) desde janeiro de 2009, porque como diz Peter Druker, a melhor forma de prever o futuro, é criá-lo!

Venham ajudar a comer a nossa horta!


Neste momento temos duas diferentes variedades de alface, duas variedades de acelgas, cebolas frescas, alho francês, cebolinho chinês, cebolinho, espinafres, aipo, três variedades de courgetes, rúcula, pimpinela, coentros, três variedades de feijão. 
Brevemente teremos doze variedades de tomate, duas de beringela, três de beterraba, melões, meloas e abóboras.

Não conseguimos comer tudo e temos mais plantas do que estamos a conseguir vender em cabazes que entregamos todas as semanas em Lisboa.

Podem acampar na nossa zona de montado e ficar por cá uns dias a ajudar a comer a nossa horta. Em troca gostaríamos que nos ajudassem a cuidar das plantas e de cinco galinhas.

Paralelamente estamos a fazer a implantação de uma área de pomar em sistema de keyline, com cerca de cinco hectares onde ainda faltam plantar, mirtilos, maçãs, pêras, ameixas e pêssegos.

Temos sete anos de experiência em agricultura biológica certificada.

Recolhemos, coleccionamos e distribuímos as nossas próprias sementes, sobretudo de variedades regionais, tradicionais e antigas. Temos ferramentas, espaço, conhecimento e muito trabalho pela frente até final doano.

Precisamos de preparar novos espaços de plantação de hortícolas (canteiros em camas afundadas), montar sistema de rega gota-a-gota, acabar dois galinheiros fixos para receber novas galinhas e plantar árvores mirtilos.

Temos duas crianças de férias (6 e 11 anos) que gostam de receber amigos para brincar.

Habitamos numa casa isolada no meio do montado, na Herdade do Freixo do Meio, perto de Montemor-o-Novo.

Temos água da fonte para beber e cozinhar. Água da mina para tomar banho, lavagens e rega.

Não temos, no entanto, todos os ingredientes para proporcionar a todos refeições ricas e equilibradas.

Por isso todos os voluntários que queiram comparecer serão convidados a contribuir com algumas coisas para partilharmos refeições: Arroz, massa, café, cereais de pequeno almoço, leite, queijo, frutas, enfim, o que quiserem. Ou contribuir com 3€/dia para custos de alimentação.

 

Contactos: Carlos Simões – cemcaos@gmail.com – Telm. 919806434.

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Comentário de Ana Carina Reis em 13 julho 2012 às 22:13

Boa noite... que belíssima iniciativa... Gostava muito de vos visitar. Eu e o meu namorado temos 2 ou 3 dias disponíveis no inicio da próxima semana. Achamos muito interessante o vosso trabalho e estamos preparados para trabalhar, comer e aprender. Somos de perto, de Évora, e temos muita vontade de conhecer mais sobre a permacultura e de vos ajudar no que pudermos. Aguardo para saber da vossa disponibilidade para nos receberem. Obrigada.

Comentário de Paulo Bessa em 11 julho 2012 às 12:27

Sim é verdade, a encosta nordeste da casa é onde está a colina e a casa. e no inverno, aquando de tempestades de neve que sopram desse lado, o vento sopra com violencia descendo a colina e o telhado da casa depositando imensa neve no jardim. Felizmente nessa altura tiro férias do jardim!

Obrigado pela tua sugestáo Carlos.

Já agora deixo aqui outras sigestóes de websites e livros, além do PFAF, que é uma "bíblia" para mim.

Do Plants for a Future, o livro que eles vendem tem já muita coisa descrita e é de leitura muito agradável além de ter muitas imagens. Acho que o preco é acessível, se bem me lembro. Também recomendo o duplo volume Edible Forest Gardens embora seja caro (é um livro com imensa informacao). Depois há também o websites (gratuito claros) do www.perennialsolutions.org, do qual existe o livro associado Perennial Vegetables do Eric Toensmeier. E gosto ainda do livro Tasty Tubers of the World. Ambos sao muito úteis e creio de custo acessível.

Comentário de CAOS em 11 julho 2012 às 12:11

Para sebes contra ventos, podes também usar rede de ensombramento verde. Não é esteticamente feia (é verde) e deixa passar algum vento, mas passa mais suavemente. Se tiveres uma sebe corta-vento, que bloqueia o vento completamente, ele vai subir e voltar a descer mais à frente enrolado. Se deixar passar alguma brisa é melhor.

Comentário de CAOS em 11 julho 2012 às 12:05

Viva.

Belos pensamentos Paulo Bessa...

Plantas Perenes adaptadas ao meio onde vivemos. Isso sim é boa permacultura.

Deixo aqui um contacto muito bom, de quem faz bom trabalho no reino unido. Plants For a Future. PFAF. Procurem na net. Têm uma óptima base de dados de plantas perenes comestíveis. Pode ser consultada online (gratuitamente) ou descarregada (embora tenhamos de pagar para descarregar).

Comentário de Paulo Bessa em 11 julho 2012 às 11:30

Estava lá fora agora a contemplar a natureza e tive dois pensamentos.

Um, a diversidade de habitats ou microclimas criados com camas afundadas, levantadas, sebes, differentes orientacoes, diferentes tipos de solo e coberturas destes, criam condicoes para que a mesma planta possa "escolher" onde se sente melhor a crescer. Cada espécie está mais adaptada a certas condicoes diferentes, portanto nao devemos querer criar no jardim o melhor solo igual para todas as plantas, ou um sistema de camas igual para todas as espécies, porque as diferentes espécies gostam de condicoes muito diferentes!

Segundo pensamento: através da observacao das plantas nativas podemos ver que a forma da planta também diz muito da sua adaptacao ao clima local. Por exemplo, aqui espécies rasteiras dao-se melhor (porque evitam o vento), assim como especies com rizomas (porque armazenam energia e aguentam melhor a seca no verao e os solos arenosos). Do mesmo modo, devemos escolher vegetais que tenham a forma das nativas melhor adaptadas aos locais. E nao nos devemos restringir ao leque das anuais, porque há muito mais espécies neste planeta que as 15 ou 20 que normalmente se crescem. Mais diversidade (habitats e espécies) é um dos lemas da permacultura (assim como preferência das perenes, daí perma + cultura). Isso significa mais hipóteses de ter seguranca alimentar.

Comentário de Paulo Bessa em 11 julho 2012 às 11:13

Benjamim: um dos membros do fórum permies.com disse-me que poderia usar uma sebe feitade madeira entrelaca como método rápido para proteger do vento enquanto espero que as plantas crescam. Aqui as groselhas, lupinos e as bétulas sao as espécies que crescem mais rápido e denso (nativas).

Claro que a solucao mais simples era meter um plástico para tapar do vento mas fica bastante feio, e onde moro a estética é relativamente importante porque é uma comunidade com visitas diárias de muita gente. Além disso, os terrenos sao comunitários e partilhados, portanto tenho que fazer as camas e as sebes de modo a parecerem "bonitas". É muito fácil o jardim comecar a parecer selvagem, o que eu até gosto, mas outras pessoas nao.

Camas levantadas é melhor que afundadas, já que 15-20cm abaixo da superfície já só há rochas, e a rocha mae está a cerca de uns 40cm. É impossível fazer camas afundadas. Além disso, aqui chove muito no Inverno, as camas afundadas facilmente se destruiam. Claro que adoro o conceito destas camas para ver se consigo crescer por exemplo um tomateiro.

Há aqui uma zona na comunidade que é muito abrigada do vento, onde há um jardim comunitario e a terra foi adubada com restos de peixe, e o solo já era muito bom, pois é o fundo do vale (por onde passava um rio antigamente). Logo aí é outro local onde vou comecar a experimentar as coisas mais dificeis, já que o solo e a proteccao do vento é muito maior lá do que em frente à minha casa.

E é por causa dessas dificuldades, dos ventos glaciais frios e secos, que comeco a pensar em apostar mais em vegetais perenes do que anuais, já que perenes estabelecidos aguentam muito melhor que as anuais. Exemplo do ruibarbo mas há muitos mais plantas comestíveis perenes, menos conhecidas. Por exemplo, estou a comecar cultivar allium ursinum, allium fistolosum e cebolas caminhantes, em vez das vulgares cebolas anuais. E queria experimentar uma variedade que ainda nao consegui arranjar de alhos franceses perenes.

Dou um exemplo da dificuldade: esta semana tive uma noite (anteontem) que após um belo dia de 20°C, o vento rodou para norte à noite, a temperatura já ia nos 8°C quando me deitei, e a mínima entretanto atingiu aoenas os 3°C durante a noite. Ora em Julho, este frio torna dificil crescer a maioria dos vegetais.

Porém as minhas courgettes estao numa zona afundada cheia de rochas pretas e erva cortada para aquecer o solo ao máximo (e rodeadas de plantas à volta). E fertilizo com composto 2 vezes por semana. Aquilo dá umas courgettes de vez em quando mas é fraquinho, embora melhor do que se estivessem desprotegidas (Já dentro de casa, dá muito melhor)

Vou fertilizar ainda mais (nunca é de menos com este solo tao pequeno e pobre). Vou espalhar um pouquinho de cinza (de uma fogueira de madeira), e espalhei também milefólio e urtiga no solo, e quero ainda hoje triturar um pouco de rocha vulcanica e argila que encontrei aqui pero, para adicionar o provável cálcio, fósforo e potássio que faltam aqui.

Ontem esteve também bastante ventoso, e as plantas para deter o vento nao sáo suficientes. Tem que ser mesmo uma sebe densa. Vou tentar alternar entre camas o mais levantadas possiveis (dentro do possivel sem ficarem "feias" e afundamentos para proteger courgettes). 

Nao sei bem é como dispor os vegetais. O que por em cima e em baixo. Já que aqui, a lógica é em cima, o que aguenta mais sol, seco, e ventos glaciais (talvez mais quente nuns dias sem vento, mas mais frio noutros). Em baixo planto o que requer mais humidade, protegido do vento, mas com solo fresco em profundidade embora com rochas quentes à superficie, à volta da planta. Sugestoes?

E é com isto que eu acho que Portugal é na verdade abencoado com o seu clima suave. Há realmente zonas no mundo muito mais agressivas no clima, onde a "permacultura" é mesmo obrigatória, para se encontrar solucoes.

Comentário de Cantadeiras de Alma Alentejana em 11 julho 2012 às 10:40

Amigo «Caos»: gratas pela informação que já registámos, assim como o seu contato. O nosso Grupo não tem muitas disponibilidades pois andamos em actuações constantes - próximo dia 14 Julho (Sábado) vamos estar em Almodôvar. No intervalo gostamos de fazer as nossas visitas culturais - estivemos recentemente em Tamera, e gostámos muito. Este assunto da Transição e Permacultura interessa-nos como enriquecimento dos nossos conhecimentos. Desta forma queremos ir aí e a outros amigos que nos queiram receber - retribuiremos com trabalho  e Cante Alentejano -. Agora a data que permita tal é bem mais difícil dizer no momento - iremos acompanhando e apresentaremos a nossa solicitação mais à frente. Um abraço a todos, bom trabalho e bem hajam!

O Alentejo não tem fim!

Comentário de Benjamim Almeida Fontes em 10 julho 2012 às 22:55

" Lembro-me de andar por aqui uma carta aberta, com muita gente a queixar-se da falta de oportunidades e do preço dos cursos e workshops de Permacultura e foi nesse sentido que coloquei o Post e como estamos no Verão, pensei que com facilidade teríamos muita gente a querer vir."

Citando Carlos Simões.

Carlos, foi esse espírito de partilha que galvanizou tantos participantes.

Paulo Bessa gostava de agarrar no tema que tu abordaste:

PROTEGER AS CULTURAS DO VENTO

"E plantei groselhas selvagens para criar uma barreira contra o vento."

Vai dando informação sobre as estratégias usadas para abrigar as culturas do vento.

A técnica de construir camas altas viradas contra o vento dominante podia ser considerada para a próxima campanha. Que achas? O problema é: onde vais buscar terra para construires a cama alta tendo só 15 centrímetros de terra arável.

Outra técnica seria fazer camas afundadas. Assim o vento passava por cima. O Carlos faz camas afundadas para evitar a evapotranspiração, tu fa-las-ias para poupar as culturas do vento.

Eu dei-me conta dos males que o vento pode fazer quando no inverno este ano tivemos aqui vento frio vindo da Sibéria. O vento passava e as plantas que não estavam protegidas sofriam, sofriam, sofriam. Metia dó. Na mesma altura via uma reportagem numa região entre a Rússia e a China: o vento soprava glacial e os prados de erva para os rebanhos secavam. Doia a alma de ver tal catástrofe.

A primeira foto que vi há anos sobre uma cultura em camas altas com legumes verdejantes era feita numa horta  vedada por uma sebe muito densa  de dois  metros de altura. Assim cria-se um micro-clima aconchegador. 

Tenho tomateiros numa cama a 60 cm de profundidade. Vou ver como esta cultura evolui neste contexto abrigado do vento.

Abraço a todos.

Benjamim fontes

Comentário de Paulo Bessa em 10 julho 2012 às 17:49

Viva a todos,

Realmente a venda directa é o ideal: menos impacto ambiental com gasolina e transporte, mais frescura, mais ganhos para o produtor em vez do intermediário, preco potencialmente mais barato (em producao bio) para o consumidor, proximidade humana entre produtor e consumidor. A unica desvantagem é mesmo que requer mais esforco para o produtor situar-se em certas feiras e mercados e para entregar o cabaz (ou para o consumidor que terá que ultrapassar a comodidade de ir ao supermercado).  Mas tirando isso, em nome de uma fruta mais amiga do ambiente, do bolso e da saúde, e da economia local, só tem vantagens. Mesmo que o preco seja ligeiramente superior ao do supermercado.

E para aqueles que se interessam em permacultura, crescer algo é só mesmo uma questao de comecar. Nao é preciso comprar um terreno, basta um espaco qualquer ou até em vasos (especialmente se houver espaco, pode-se a vontade crescer umas dezenas e já colher muita coisa). E aprende-se muito mais com a prática que a ler livros ou em cursos de permacultura (ainda que esses sejam uteis). Quem quer também pode fazer voluntariado numa quinta, aprende-se mais do que num curso.

Um abraco,

Comentário de CAOS em 10 julho 2012 às 10:35

Viva Pedro.

Quanto à falta de disponibilidade compreendo todos os que têm os seus projectos em andamento e estão já a tentar o caminho da permacultura e da transição. Têm o tempo ocupado e não sobra.

O objectivo deste Post, foi dar a possibilidade a todos os que não tendo ainda um projecto onde podem dar o seu contributo, poderem aqui passar uns dias a fazer uma aprendizagem prática, sem custos.

Não cobramos a quem nos quiser vir ajudar e ainda fornecemos a maior parte da alimentação.

Lembro-me de andar por aqui uma carta aberta, com muita gente a queixar-se da falta de oportunidades e do preço dos cursos e workshops de Permacultura e foi nesse sentido que coloquei o Post e como estamos no Verão, pensei que com facilidade teríamos muita gente a querer vir.

O título do Post foi propositado para suscitar a curiosidade dos que por aqui passam, mas acho que explico bem no corpo, o que propomos a quem quiser vir.

Assim não aconteceu. Acho que vamos ter na próxima semana alguns voluntários para ajudar (a comer e não só).

Quanto à certificação:

A certificação para uma área de cinco hectares custa cerca de 200 euros anuais.

Temos duas áreas de cinco hectares. Uma minha e outra da catarina, pelo que os custos da nossa certificação são cerca de 400 euros anuais.

Neste momento, dado termos projectos Proder em curso é importante a certificação, pois distingue o projecto dos restantes. Nunca nos permitiriam fazer um pomar tão diversificado se não fosse em Modo de Produção Biológico, e como para eles não há modo de Produção Bio sem certificação, tivémos de certificar.

Por outro lado estamos inseridos nos 650 hectares da Herdade do Freixo do Meio que tem certificação bio e nos obriga também a cumprir essa certificação. Temos uma certificadora diferente da restante herdade, mas temos de ter certificação.

Em termos de mercado pode haver algumas vantagens na certificação. Não há ainda muita fruta bio certificada em Portugal e por isso há mais mercado, os preços também são mais elevados, pelo que representa algum ganho extra para o produtor.

No entanto, da forma como temos estado a vender (em cabazes directamente ao consumidor) a certificação não é assim tão importante, dado tratar-se de uma relação de confiança, baseada na qualidade dos produtos que lhes fornecemos.

Para alguns será importante, para outro nem tanto. A verdade é que ainda não mostrámos o certificado a ninguém e eles continuam a querer comprar os cabazes.

Não vendo, nunca vendi e não venderei produtos a hipermercados!

Tentarei sempre a venda directa, quer em cabazes, quer em mercados de rua, quer aqui directamente no local de produção. Há ainda as lojas bio e pequenos comerciantes onde poderei vir a vender (aí a certificação é importante e nalguns casos (lojas bio) obrigatória, mas ainda faltam alguns anos para termos a fruta em boa produção. Aí acertaremos as estratégias de venda e distribuição da fruta.

 Abraço

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