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Somos todos Empreendedores Sociais e Conscientes?

Vivemos desafios extraordinários. A nossa sociedade faz parte de uma aventura humana, de uma civilização, que foi capaz de construir os espelhos, com que já podemos observar, o legado que deixámos ao futuro, e que temos a oportunidade de reescrever.

E o que vemos nós? Serenamente, com ponderação, devemos reconhecer, que fomos capazes de celebrar o melhor da humanidade nas artes, ciências, engenharias, sistemas jurídicos e políticos, na riqueza e diversidade de estilos de vida, ou seja, em quase todos os domínios da acção humana.



Observando com mais atenção, verificamos que baseámos a nossa prosperidade, sobretudo numa parte do que é ser humano, a mais competiviva, agressiva, egoísta. Suportados pela energia abundante e barata, realizámos de forma muito desigual, expectativas de consumo, sem compreendermos bem, as ligações entre nós e os sistemas de que dependemos, as outras espécies, o Planeta Terra. Podemos viver de forma saudável, repensando e agindo, no quadro de uma nova economia e cultura, que os nossos filhos, nos convidam a construir, agora, como cuidadores de tudo e todos.

Precisamos de uma nova prosperidade, que inclua todas as dimensões do que é ser humano num planeta finito. Intuitivamente, sabemos que temos que nos reinventar, reinventar sistemas, novas formas de mensurar objectivos colectivos de longo prazo. O universo pede-nos coragem, idealismo, mas também muita objectividade.

Temos que sair dos limites do nosso interesse pessoal, e incluir o interesse colectivo, de humanos e não humanos, da Biosfera, fazendo-o de forma suave, alterando progresivamente comportamentos e instituições. Potenciando o melhor de nós e dos outros. Acreditando que somos muito mais, do que o actual modelo económico e social, nos tem permitido expressar. Somos cooperativos, criativos, amorosos, justos, inteligentes.

Inteligência aplicada, poderá significar criarmos uma história do futuro que inclua todos. Urbanos e rurais. Ricos e pobres. Jovens e velhos. Mulheres e homens. Liberais e conservadores. Todos podem ser importantes. Todos podem dar um contributo significativo.

Sejamos francos. Estamos em rota de colisão com a realidade. Corremos o risco de colapsar como civilização.

Escolhamos ser empreendedores sociais e conscientes. Sejamos as pessoas da economia da felicidade na simplicidade!

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Tags: permacultura, permaculture, portugal, transition, transição

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Comentário de Carla Antónia Marques Vale em 14 janeiro 2013 às 14:19

Parabéns a todos os protagonistas desta " História ". Sem duvida que esta rede tem contribuído muito para a mudança e tenho a certeza que se trata de uma mudança para melhor !!!! Muita força para que todos juntos continuaremos a fazer algo por nós próprios... sejam Felizes !!!!!

Comentário de João Manuel Soares Travessa em 14 janeiro 2013 às 13:03

Perseverança é o importante. Mantenhamos a máxima: "grão a grão enche a galinha o papo".

Comentário de Maria Eduarda Paula Brito Pina em 13 janeiro 2013 às 18:43

Boa pergunta! Podemos ser sempre mais empreendedores e conscientes! Mas a equipa que deu inicio a esta plataforma tem um efeito contagiante sobre os demais. Falando em termos pessoais, esta rede tem-me contagiado muito e dado esperança para acreditar num mundo melhor, pelos bons exemplos que tem dado a conhecer e pela partilha dos mesmos.

Parabéns à equipa responsável pelo trabalho que tem desenvolvido até hoje e a todos os que tem divulgado as suas iniciativas através  desta rede social.

Eduarda Pina  

Comentário de Armindo Pereira de Magalhães em 29 março 2011 às 19:06

O direito à simplicidade, à diferença. o consumismo sem sentido. Mudar o paradigma do crescimento económico como a única saída desta ". Qual é o bjecto de todos nós? termos muito ou sermos felizes com pouco.

Contém comigo

Comentário de Maria Lopes em 29 março 2011 às 16:08

Mudar é preciso ! e essa mudança tem de partir da cidadania !Políticos  Egocêntricos têm de sair de cena.

Vamos divulgar a revolução Islandesa e acompanhar os seus resultados.Eu acredito na economia da felicidade na simplicidade! PermAbraços

Comentário de Ana Mafalda G. L. Reis Esteves em 29 março 2011 às 15:26
adorei o texto! é na organizaçao colectiva e na mobilizaçao dos individuos e a procura de respostas creativas que superem o já conhecido ou instituido que se descobrem possiveis caminhos la luta pela tranformaçao. decidamos como queremos viver, e como nos queremos relacionar com os outros e com o ambiente..caminhemos juntos re-creando formas de habitar o planeta e de conviver.
Comentário de Nascimento João em 29 março 2011 às 15:00
Espectáculo :) isto tá mesmo a mudar!!! O que virá a seguir???
Comentário de BEMCOMUM.net em 29 março 2011 às 13:57
João Jorge, estás a sugerir algo em concreto? :)
Comentário de João Jorge em 29 março 2011 às 13:55

Queridos amigos,

 

Notícias frescas e actuais!!

 

Se não tiverem tempo, vejam pelo menos os primeiros 12 minutos.

 

Neste vídeo podem ver como recentemente foram deitados por terra todos os pressupostos que definem a VIDA em si mesma.
Até agora a Vida era definida (limitada) dentro das leis da Física e da Química e como tal, subordinada às leis da termodinâmica. Assim como era também classificada como entrópica, o que já há muito tempo era contestado, sem surtir efeito na comunidade científica instalada.

O virologia (prémio Nobel) Montagnier, depois de publicar as suas provas, foi fortemente contestado e acabou por sair do seu país (França) para ser acolhido pela China!

Não sei se estão a perceber bem as implicações destas provas... Os manuais das escolas e universidades simplesmente deixam de servir porque estariam a induzir em grande erro os actuais estudantes, ou seja, não estariam a dizer a verdade mais actual...!

Mais ainda... desta forma, a razão pela qual se aplicam vacinas  e medicamentos simplesmente NÃO HESISTE...! Qualquer insistência por parte dos "especialistas" habituais (corpo médico) para seguirmos as suas indicações, estariam sem fundamento e tremendamente desactualizadas, o qual, verifica-se que no mínimo estariam a por em perigo a saúde sem razão.

 

O vídeo mostra como foi agora provado perante o público, que a vida transmite-se por campos electromagnéticos…!

 

A partir de agora, a Física, Química, Biologia, Medicina, etc. estão viradas do avesso e têm de ser totalmente revistas nas suas conclusões, o que me parece fabuloso…! Aliás, os estudiosos (com espírito científico) deveriam estar muito contentes por poder reescrever a História da ciência e mudarmos todas as nossas acções implicadas com estas descobertas.

 

ISTO MARCA UM PONTO NA HISTÓRIA BRUTAL…!

 

Imprimam cópias destas provas e andem com elas na mala, para poderem argumentar perante os “especialistas”. Informem-se bem e tentem compreender isto, não podemos continuar a ter o “conhecimento de nós” próprios escondido nos arquivos da ciência!

Ignorar estas provas pela parte da comunidade científica, será no mínimo falta de respeito por toda a humanidade.




http://larouchepac.com/node/17802
Comentário de João Jorge em 29 março 2011 às 13:50

Recomendo vivamente a tomada de consciência sobre este assunto.

...Especialmente para quem tem como referência apenas aquilo que aparece nos jornais e TV...

 


Islândia. O povo é quem mais ordena. E já tirou o país da recessão

por Joana Azevedo Viana, Publicado em 26 de Março de 2011  |  Actualizado há 23 horas
A crise levou os islandeses a mudar de governo e a chumbar o resgate dos bancos. Mas o exemplo de democracia não tem tido coberturaOpções
Os protestos populares, quando surgem, são para ser levados até ao fim. Quem o mostra são os islandeses, cuja acção popular sem precedentes levou à queda do governo conservador, à pressão por alterações à Constituição (já encaminhadas) e à ida às urnas em massa para chumbar o resgate dos bancos. 

Desde a eclosão da crise, em 2008, os países europeus tentam desesperadamente encontrar soluções económicas para sair da recessão. A nacionalização de bancos privados que abriram bancarrota assim que os grandes bancos privados de investimento nos EUA (como o Lehman Brothers) entraram em colapso é um sonho que muitos europeus não se atrevem a ter. A Islândia não só o teve como o levou mais longe.

Assim que a banca entrou em incumprimento, o governo islandês decidiu nacionalizar os seus três bancos privados - Kaupthing, Landsbanki e Glitnir. Mas nem isto impediu que o país caísse na recessão. A Islândia foi à falência e o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrou em acção, injectando 2,1 mil milhões de dólares no país, com um acrescento de 2,5 mil milhões de dólares pelos países nórdicos. O povo revoltou-se e saiu à rua.

Lição democrática n.º 1: Pacificamente, os islandeses começaram a concentrar-se, todos os dias, em frente ao Althingi [Parlamento] exigindo a renúncia do governo conservador de Geir H. Haarde em bloco. E conseguiram. Foram convocadas eleições antecipadas e, em Abril de 2009, foi eleita uma coligação formada pela Aliança Social-Democrata e o Movimento Esquerda Verde - chefiada por Johanna Sigurdardottir, actual primeira-ministra.

Durante esse ano, a economia manteve-se em situação precária, fechando o ano com uma queda de 7%. Porém, no terceiro trimestre de 2010 o país saiu da recessão - com o PIB real a registar, entre Julho e Setembro, um crescimento de 1,2%, comparado com o trimestre anterior. Mas os problemas continuaram.


Lição democrática n.º 2: Os clientes dos bancos privados islandeses eram sobretudo estrangeiros - na sua maioria dos EUA e do Reino Unido - e o Landsbanki o que acumulava a maior dívida dos três. Com o colapso do Landsbanki, os governos britânico e holandês entraram em acção, indemnizando os seus cidadãos com 5 mil milhões de dólares [cerca de 3,5 mil milhões de euros] e planeando a cobrança desses valores à Islândia.

Algum do dinheiro para pagar essa dívida virá directamente do Landsbanki, que está neste momento a vender os seus bens. Porém, o relatório de uma empresa de consultoria privada mostra que isso apenas cobrirá entre 200 mil e 2 mil milhões de dólares. O resto teria de ser pago pela Islândia, agora detentora do banco. Só que, mais uma vez, o povo saiu à rua. Os governos da Islândia, da Holanda e do Reino Unido tinham acordado que seria o governo a desembolsar o valor total das indemnizações - que corresponde a 6 mil dólares por cada um dos 320 mil habitantes do país, a ser pago mensalmente por cada família a 15 anos, com juros de 5,5%. A 16 de Fevereiro, o Parlamento aprovou a lei e fez renascer a revolta popular. Depois de vários dias em protesto na capital, Reiquiavique, o presidente islandês, Ólafur Ragnar Grímsson, recusou aprovar a lei e marcou novo referendo para 9 de Abril.

Lição democrática n.º 3: As últimas sondagens mostram que as intenções de votar contra a lei aumentam de dia para dia, com entre 52% e 63% da população a declarar que vai rejeitar a lei n.o 13/2011. Enquanto o país se prepara para mais um exercício de verdadeira democracia, os responsáveis pelas dívidas que entalaram a Islândia começam a ser responsabilizados - muito à conta da pressão popular sobre o novo governo de coligação, que parece o único do mundo disposto a investigar estes crimes sem rosto (até agora).

Na semana passada, a Interpol abriu uma caça a Sigurdur Einarsson, ex-presidente-executivo do Kaupthing. Einarsson é suspeito de fraude e de falsificação de documentos e, segundo a imprensa islandesa, terá dito ao procurador-geral do país que está disposto a regressar à Islândia para ajudar nas investigações se lhe for prometido que não é preso.

Para as mudanças constitucionais, outra vitória popular: a coligação aceitou criar uma assembleia de 25 islandeses sem filiação partidária, eleitos entre 500 advogados, estudantes, jornalistas, agricultores, representantes sindicais, etc. A nova Constituição será inspirada na da Dinamarca e, entre outras coisas, incluirá um novo projecto de lei, o Initiative Media - que visa tornar o país porto seguro para jornalistas de investigação e de fontes e criar, entre outras coisas, provedores de internet. É a lição número 4 ao mundo, de uma lista que não parece dar tréguas: é que toda a revolução islandesa está a passar despercebida nos media internacionais.

“A ignorância está sempre pronta a admirar-se a si própria” (Nicolas Boileau)

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