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Projecto Reabilitar a Custo Zero - E fazer isto nos campos com a Agricultura???

Projecto Reabilitar a Custo Zero vence concurso FAZ, dedicado às ideias portuguesas. Conheça-o aqui.

 

"Leiam e pensem se dá para adaptar ao campo e desenvolver a agricultura?"

Publicado em 18 de July de 2011. Tags: academia, arquitectura, Inclusão Social, inovação, reabilitação urbana


O projecto Reabilitar a Custo Zero, desenvolvido pelo arquitecto José Paixão, pelo engenheiro Civil Diogo Coutinho e pela futura arquitecta Angélica Carvalho venceu o concurso FAZ – Ideias de Origem Portuguesa.

O prémio, avaliado em 50 mil euros, foi lançado há meses pela Fundação Gulbenkian e Fundação Talento e deverá ser já posto em prática em Outubro. O projecto Reabilitar a Custo Zero foi desenvolvido a pensar nos prédios degradados da cidade do Porto e tem por base a criação de uma organização sem fins lucrativos para reabilitar as cidades, a custo zero, através da ajuda de estudantes de Engenharia e de Arquitectura. Não só portugueses mas de toda a Europa.

O Reabilitar a Custo Zero tem uma lógica parecida com os programas de mobilidade estudantil, como o Erasmus, e já recebeu propostas de privados. “Uma empresa de construção civil mostrou-se interessada em apoiar-nos”, explicou José Paixão ao Público.

Assim, a ideia consiste em criar uma organização sem fins lucrativos que ofereça a possibilidade, a senhorios de prédios degradados, de reabilitarem o seu imobiliário a custo zero. Para tal, os proprietários oferecem alojamento e alimentação a estudantes estrangeiros de arquitectura e engenharia que se voluntariam para conceber e concretizar a requalificação.

Os materiais e equipamentos necessários à realização das requalificações seriam doados, como caridade, à organização sem fins lucrativos, de modo a serem deduzíveis dos impostos a pagar pelas empresas fornecedoras. Para além das contrapartidas financeiras, as empresas teriam também o seu nome associado a um projecto honroso e potencialmente de elevada exposição pública.

Por último, a supervisão técnica das obras resultaria de uma parceria com a universidade. Os projectos de requalificação seriam casos de estudo em cursos de reabilitação de edifícios e assim sujeitos ao acompanhamento técnico por parte de professores e alunos especialistas.

De acordo com José Paixão, também a Câmara Municipal do Porto está interessada. “Estamos a formalizar agora uma parceria e, se tudo correr bem, em Outubro arrancamos já com um projecto-piloto. Um edifício na Ribeira do Porto”, revelou o responsável. “Estamos mesmo dedicados ao projecto, estamos a fazer os contactos não só com empresas e instituições como com as universidades lá fora. Acreditamos que para o projecto se tornar universal tem que ser bem-sucedido no Porto”.

O júri do prémio destacou que este era o projecto “que melhor cumpre os desígnio desta iniciativa, com base nos critérios de originalidade, inovação, potencial de impacto social e sustentabilidade”.

Conheça as ideias finalistas do concurso.

E recorde esta acção da Dyrup, em conjunto com Agatha Ruiz de la Prada, em Guimarães.

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Comentário de Nascimento João em 25 julho 2011 às 12:53
Para edifícios ou na agricultura?

Se é para edifícios, penso que tem lógica falar com quem teve a ideia e aprofundar o conceito, uma vez que pelos vistos, já estão com pernas para andar ;)
Comentário de Gustavo Briz em 25 julho 2011 às 11:44
Eu acho óptima ideia! Que tal criarmos um grupo disto?
Comentário de Tiago André Leitão Duarte Santos em 20 julho 2011 às 0:47
Pormenor muito importante referido pelo João " Preferência com pessoal que resida perto da região" mais que preferência para que os resultados da acção perdurem no tempo eles devem conter sempre elementos da comunidade visada!

Abraço
Comentário de Nascimento João em 19 julho 2011 às 13:35
Alô :)
Porque não?

Lança o mote, de preferência com pessoal que resida perto da região.
Comentário de Chelonia mydas em 19 julho 2011 às 12:12

Valente ideia!

Conheço um proprietário de algumas edificações rurais e terrenos que necessitava de uma intervenção do género. A localização é numa aldeia de Góis, com 14 habitantes, que precisa urgentemente de um sistema comunitário de reabilitação e reanimação.

Será que aqui na TPP conseguimos juntar um grupo capaz de se organizar para intervenções semelhantes?

 

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