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Dar o exemplo: "Não tenhamos ilusões, os próximos anos e décadas vão ser difíceis! Fácil é ser radical ambiental ou cúmplice das componentes destrutivas do sistema, díficil é fazer uma Transição que inclua a todos!"

Economia de Transição

Somos uma Rede Social, com mais de 6.000 membros.

Misturamos essencialmente conceitos de Empreendedorismo Social com Modelos e Projetos de Desenvolvimento Sustentável (Permacultura, Transição, ECGBCSD, B Corp) desde janeiro de 2009, porque como diz Peter Druker, a melhor forma de prever o futuro, é criá-lo!

Políticas de Transição para as Sustentabilidades

A Constituição da República Portuguesa, no seu TÍTULO II - Direitos, liberdades e garantias, é especialmente expressiva no artigo 37º (Liberdade de expressão e informação) e nos artigos 48º, 49º, 50º, 51º e 52º, quanto às nossas possibilidades de diálogo e intervenção política.

Transição e Permacultura, para além de representarem tecnologias, isto é, aplicação de conhecimentos técnicos e científicos, correspondem a novas ideias políticas. Não expressamente partidárias, mas políticas, no sentido das escolhas coletivas e da ciência do governo das nações. A arte do possível.

Parece-nos oportuno renovar uma discussão fundamental para o nosso futuro individual e coletivo, através das seguintes questões:

- O sistema partidário já está a tentar representar algumas das ideias da Transição e da Permacultura? Quais?

- Que partido ou partidos o poderiam fazer melhor?

- Seria necessário criar um partido político novo focado nestas novas ideias políticas?

Lançamos o debate, que esperamos rico, divertido e com muito respeito pelas diferenças de opinião.

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Tags: permacultura, permaculture, política, políticas, portugal, transition, transição

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Comentário de João Miguel Pereira Louro em 30 setembro 2014 às 11:53

João Leitão, não tenho uma visão tão positiva da distribuição de impostos, embora reconheça que, em teoria, seria uma forma de partilha dos excedentes.
Quanto ao resto, creio que já existe uma consciência colectiva, no sentido da interdependência entre tudo e todos, que vai crescendo de forma silenciosa.
Evidentemente, aguardaremos, mas eu não tenho qualquer esperança quanto a uma evolução significativa dos partidos actuais, pelo menos a curto prazo...
Ainda assim, acredito que possa ocorrer uma alteração se houver a percepção que o tema se tornou importante para uma parte significativa da sociedade civil. Quantos mais houver a falar de transição, de permacultura... :)

Comentário de BEMCOMUM.net em 29 setembro 2014 às 12:07

Caro João, há política sem partidos. O nosso diálogo assim o confirma. A transformação que já está a acontecer, é de dentro para fora e de fora para dentro; objetivamente, há uma divisão entre o eu e o outro, mas falta consciência e prática da interligação entre tudo e todos; a partilha de excedentes é feita atualmente, nomeadamente através de impostos, que o Estado redistribui.

Ou seja, do meu ponto de vista, há muitos aspetos positivos no atual modelo económico e social. No entanto, porque é insustentável em muitas dimensões, precisa ser seriamente repensado. Dada a complexidade do desafio e a cultura dominante, é improvável a necessária mudança com os atuais partidos políticos, insubstituíveis no médio prazo. 

Talvez fique claro no próximo ciclo governativo se os partidos do regime evoluem significativamente ou não. Aguardemos..

Comentário de João Miguel Pereira Louro em 29 setembro 2014 às 11:01

Em função das perguntas levantadas, pergunto-me se não poderá haver política sem partidos, no actual sistema político de "democracia representativa"...
A haver uma solução dentro do sistema, creio que um partido que coloque a transição como eixo central de toda a transformação da social é necessário, transformação essa de dentro para fora, da não divisão entre eu e o outro, onde a partilha dos recursos excedentes seja a base da economia em vez do lucro... creio que este partido estará sempre por criar. Os demais estão demasiado envolvidos no actual paradigma, mesmo aqueles que se opõem, para considerarem este tipo de visão.

Comentário de BEMCOMUM.net em 27 setembro 2014 às 13:40

Caro Acácio, nos casos mais recentes, temos José Sócrates e Passos Coelho. Como medir se foram ou não defraudadas as expectativas? Imaginemos que sim, que foram defraudadas. Imaginemos que houve método legitimado para medir isso. Haveria novas eleições quase imediatas? É que o soberano tende a votar na melhor história.

A Democracia Direta não pode substituir a Democracia Representativa. Não funciona.

Como poderia o soberano promover alterações institucionais significativas? Violando a Constituição? Como estaria esse soberano organizado?

Comentário de Acácio Vaz Pires em 25 setembro 2014 às 20:10

Vive-se um sobressalto democrático um pouco por todo o Mundo. Antes de promover uma agenda concreta nesta ou naquela direcção será vital que o soberano (no caso português, o povo) ganhe dois poderes essênciais:

1 - O poder de destituir directamente e em tempo útil qualquer eleito que defraude as expectativas dos eleitores.

2 - O poder de promover directa e autonomamente, sem recurso aos seus representantes, as mudanças políticas que considere necessárias.

Existe um fosso crescente entre representantes e representados é necessário promover alterações institucionais que permitam o exercício directo do poder por parte do soberano.

 

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