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Muitas vezes diz-se que há uma idade mais propícia para mudar o Mundo. Teoricamente, a adolescência e os anos universitários são a altura da rebeldia e do questionar os sistemas e paradigmas dominantes. No meu caso, à beira dos 33, apetece-me mudar o Mundo. O desafio é no entanto, imenso. E evidentemente que o maior problema é biopsicossocial. Ou seja, somos nós homo sapiens sapiens, e não o CO2, o petróleo, ou outra coisa qualquer.

Do meu ponto de vista, o ser humano tem alguns graves defeitos de fabrico que foram muito vantajosos no início da História da Humanidade, mas que, agora que sabemos com maior certeza que há limites ao crescimento económico, e ao tipo de desenvolvimento dito ocidental, esses "erros de concepção", poderão ser o nosso suicídio lento e ao mesmo tempo precoce.



A Psicologia Evolucionária estuda nomeadamente, o porquê das escolhas sexuais que homens e mulheres fazem do sexo oposto. Assim, os homens tendem a escolher mulheres bonitas que aparentem saúde, associada à fertilidade. Mais importante ainda, as mulheres tendem a escolher como companheiros, os indivíduos que têm mais poder social e riqueza, aumentando a probabilidade de que a descendência tenha um futuro risonho. Agora vou fazer uma afirmação controversa. E assim nasceu o Capitalismo, dado que a consequência natural destas características, foi historicamente e é actualmente, a tendência para a concentração da riqueza e poder em sociedades patriarcais e muito viradas para o curto prazo.

Mudar o Mundo passa então por compreender o Homem, e depois, melhorarmo-nos a nós próprios, e por consequência, aos nossos amigos e conhecidos, preferencialmente perto de casa.

O autor Vitor J. Rodrigues no seu livro A Nova Ordem Estupidológica, alerta-nos para o perigo desses inteligentes resistentes que andam por aí, e que não nos deixam concluir a obra colossal, de mergulhar todo o planeta na absoluta obscuridade mental. Eis o texto dessa cambada de inteligentes:

"Sou um ser humano como tu. Caminhamos na mesma Terra, iluminados e aquecidos pelo mesmo Sol, fustigados pelas mesmas intempéries, cansados, repousados e renovados pelos mesmos ciclos. Contigo partilho a dádiva inefável da Vida, a realidade Suprema da Consciência. Segue-me na visão fraterna, companheiro: a Humanidade que nos corre nas veias, essa totalidade grandiosa que nos comove - está ainda por cumprir. Somos filhos de um tempo funesto em que o Homem aprendeu a ter e fazer demasiado para o que sabe ser...O vento do amanhã ameaça encontrar-nos nús e verdadeiramente sem desculpas. Se não cumprirmos cada um de nós, o nosso pequeno papel, poderemos fugir para todos os lugares do mundo; porém a Consciência do Bem por fazer, da obra por realizar, do impulso interior por cumprir, encontrar-nos-á também aí. A coisa mais triste, o verdadeiro fracaso para um homem, é não se cumprir a sim próprio - é ser indigno da Humanidade. A maior cobardia sempre foi a dos que não ousaram ver-se no espelho do mundo e dos tempos e não mudar o reflexo. E a ti, que me acompanhas, perdoo-te por seres pequeno e fraco e humano como eu - mas poderás tu perdoar-te a ti mesmo se não tentares deixar, nos passos que dás e na terra que pisas, um vestígio de ternura, um aroma fresco, uma toada de alegria? (...)"

A minha pergunta para já é só esta. Como substituir em massa o espelho rectangular da sala da maioria dos ocidentais, por espelhos de facto, que nos devolvam a compreensão daquilo que somos, sem o que, não conseguiremos iniciar o trajecto das várias sustentabilidades?

Até breve.

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