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Economia de Transição

Somos uma Rede Social, com mais de 6.000 membros, promotora do projeto ENERGizar.pt.

Misturamos essencialmente conceitos de Empreendedorismo Social com Modelos e Projetos de Desenvolvimento Sustentável (Permacultura, Transição, EBC, BCSD, B Corp) desde janeiro de 2009, porque como diz Peter Druker, a melhor forma de prever o futuro, é criá-lo!

Estamos aptos a viver com o petróleo mais caro? É essa a pergunta que temos que fazer?

Mesmo no campo, é clara a preocupação das populações. Os "químicos" estão caros, a alimentação está cada vez pior, os combustíveis estão caros, os jovens não querem saber de pegar na enxada e acrescentam: mas em breve terão que voltar a aprender a cultivar o próprio alimento e pior sem produtos químicos! Isto está muito difícil!

 

Ponho-me a pensar... a grande maioria das pessoas do campo continuam a utilizar os produtos químicos nos seus cultivos, ano após ano, e quando não der mais para comprar o "produto" como vai ser? Teremos sementes capazes de se regenerar a tempo de não morrermos de fome?

Devemos ACORDAR e deixar-nos de tretas quando o mundo a nossa volta está a desmoronar! Temos pouco tempo e "o tempo que temos é demasiado precioso para ser privado"... Façamos realmente algo pela existência humana! Sejamos pragmáticos!

Maurício Umann

 

Estamos perante uma problemática geral ainda maior do que possamos imaginar, pois para além de querermos passar a informação de como produzir comida com as próprias mãos às gentes da cidade, as que ainda não deram este passo, as gentes do campo têm um conhecimento baseado no uso de químicos, as suas terras já estão a morrer e os cultivos vão sobrevivendo à custa do produto, que está cada vez mais caro! As pessoas do campo, aquelas a quem poderíamos recorrer para aprender como cultivar e produzir o nosso alimento, muitas vezes, têm um conhecimento que não será válido no nosso futuro próximo, isto é no mínimo, assustador.

 

Ontem conhecemos um vizinho que é criador de coelhos, e os seus coelhos são alimentados com ração. Isto foi no campo, aquele sítio que tem verdura, com fartura! Perguntando se os coelhos comem verduras a resposta dele é: nem pensar! ... Mas como?!

 

Estamos a lidar com padrões de acção. Estes estão a ser compulsivamente aplicados em toda a nossa vida, inclusive na Agricultura. Não é fácil mudar padrões sem termos consciencia daquilo que fazemos e da implicação real das nossas acções e opções. Acho que não se trata de escolher a tecnologia x ou y. É muito mais profundo do que isto...

Filipa Santos

 

Queremos ouvirmos. Precisamos de soluções.

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Tags: campo, cidade, probelmas, soluções

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Comentário de Tiago André Leitão Duarte Santos em 14 maio 2011 às 1:43
Convencer três pessoas a convencer por sua vez outras três cada, que por sua vez convençam outras três cada, etc.. Lembram-se quantos eram os que andavam nestas andanças da Permacultura há dez anos atrás? Continuem todos com essa perseverança de fazer mais e mais transitarem de um paradigma auto destrutivo para um paradigma regenerativo. Já estivemos mais longe de atingir o ponto em que a curva exponencial começa a subir mais rápido que as criticas ou preconceitos. A Natureza também fala por nós, e já deu a saber que não vai dar a mão à esquisofrenia socialmente aceite que "nós somos o culminar da evolução", evolução é um termo que para a Natureza só existe como um todo diverso. Temos que conseguir enraizar a consciencialização que o sistema vigente tem como resultado futuro uma Terra apenas com humanos animais domésticos e terrenos agrícolas e toda a outra diversidade apenas em livros de história museus e um ou outro jardim-zoológico. Abraço
Comentário de Miguel Eco em 13 maio 2011 às 22:45
Penso que é preciso tomar consciência e sobretudo apoiar moralmente aqueles que investigam formas de nos tornarmos menos dependentes do petróleo. Por exemplo, tomei conhecimento de um projeto que à partida pode e deve ser credível mas que aparentemente não tem obtido a confiança dos que precisam de um transporte pessoal, amigo do ambiente e amigo da carteira. Falo do Airpod, um veículo, imagine-se, alimentado a ar comprimido... Eis a página: http://www.mdi.lu/english/airpod.php Vou colocar no blogue um pdf com as informações que são de carácter comercial, mas se alguém mais puder ajudar no sentido de procurar saber como se adquire esse milagre, seria óptimo para todos. Existem já outros projectos, mais dispendiosos, porque ainda dependem de óleos ou mesmo baterias.
Comentário de Fernando José Oliveira em 13 maio 2011 às 17:11

Olá a todos,

Penso que a grande aposta terá de passar pela consciensalização das gerações mais novas. Têm a perfeita noção do rumo que as coisas tomaram e sabem que não é esse o futuro que desejam mas, não sabem como inverter esse caminho. Aqui entra o papel das Iniciativas de Transição nessa consciencialização. Estamos rodeados de gente jovem e estes são quem melhor capta este tipo de mensagens, por estarem libertos dos tais padrões de acção que a Filipa fala. A velocidade da informação e a própria velocidade a que vivemos hoje em dia é o grande desafio. Todo este processo vai demorar 30 ou 40 anos até existir uma sociedade consciente, isto se as Iniciativas de Transição conseguirem atingir os seu objectivos. Será que é suficiente? Teremos a resposta dentro de uns 30 anos...!!!

Comentário de João Paulo Campos Pereira em 13 maio 2011 às 12:07

olá a todos...

acho que todos nós vamos tendo as tais soluçoes que a Filipa diz que precisamos...talvez,sejam é de dificil manejo para quem tem passado a vida toda a fazer as coisas de outro modo....do modo que lhe ensinaram e talvez ,tambem,mais rentavel...agora talvez nos caiba a nós(eu estou a incluir-me pois acho que o vosso lado é o mais correcto)dizer ás pessoas que estao erradas e mostrar-lhes o PORQUÊ....talvez lhes possamos dizer que a maneira que eles sempre resolveram a vida deles não é a melhor....não é facil ir contra o que está instituido,contra o lucro mais facil,mas podemos sempre tentar e quem sabe com o tanto tentar as mentalidades se vão mudando e ai sim teremos uma nova era em potencial a chegar....heheheh

tambem penso que com radicalismos não chegaremos a lado nenhum....não acredito que todo este potencial de novas tecnologias a emergir não servirão para nada e que desperdiçamos tantos anos e"pestanas"para agora deitar tudo no lixo e começar tudo de novo....muita coisa pode ser aproveitada para nosso beneficio e do planeta....

abraços

Comentário de Nuno em 13 maio 2011 às 10:33

O petróleo mais caro tem uma influência que incide quase exclusivamente nos transportes, que são o destino principal em países que quase não geram electricidade com esta matéria-prima fóssil, como Portugal.

Por isso o principal impacto é sobre o custo de manter um carro e da alimentação e objectos importados.

O aspecto positivo é que ficam mais competitivos os transportes colectivos (que no entanto também sofrem alguns aumentos de preços) e a produção agrícola local. Em conjunto isto parece contribuir para cidades mais densas e um mundo rural mais atraente e competitivo, se se souber "transitar".

 

Os "químicos" na agricultura não estão muito afectados por estas flutuações, embora as explorações maiores e mais dependentes do gasóleo possam sofrer algumas quebras de encomendas e aumentos dos custos de manutenção. O principal factor que condiciona os preços dos químicos de síntese da agricultura convencional é a disponibilidade de matérias-primas da indústria extractiva, como o fosfato, que é cada vez mais escasso, e o gás natural, cujo preço irá aumentar um pouco face à pressão da co-geração de electricidade e uso para transportes.

 

Dependo da forma como nós e os nossos representantes abordarem esta questão em tempo útil isto tanto pode ser um desastre como uma oportunidade. Estamos na altura de decidir...

Comentário de BEMCOMUM.net em 12 maio 2011 às 14:54

Filipa,

 

Teremos que agir a todos os níveis da sociedade, em todo o território nacional. Do meu ponto de vista, porque o poder financeiro, económico, legislativo, autárquico, etc., está concentrado nas áreas urbanas, precisamos urgentemente de um Movimento de Transição extremamente capaz. Precisamos de em dois anos, termos largas de dezenas de milhares de pessoas ligadas a Iniciativas de Transição.

 

Estamos a trabalhar!

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