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Misturamos essencialmente conceitos de Empreendedorismo Social com Modelos e Projetos de Desenvolvimento Sustentável (Permacultura, Transição, ECGBCSD, B Corp) desde janeiro de 2009, porque como diz Peter Druker, a melhor forma de prever o futuro, é criá-lo!

Dando a volta à crise com Crowdfunding: Plataformas para Investimento & Financiamento de Projetos

Dando a volta à crise com Crowdfunding: Plataformas para Investimento & Financiamento de Projetos

As plataformas de financiamento cooperativo – crowdfunding ou crowdsourcing – foram inicialmente usadas para ações de caridade e, mais tarde, por artistas que procuravam angariar fundos para os seus projetos (músicos, cineastas, fotógrafos, …). Dada a atual crise – nomeadamente a crise de investimento em pequenos e médios projetos provocada pelo colapso da banca e do acesso dificultado ao crédito – o sistema de crowdfunding através da Internet tem crescido de forma exponencial. A receita parece simples: apresentar o seu projeto através de uma plataforma de crowdfunding da Internet, pedir o financiamento necessário, e esperar por investidores interessados (normalmente pequenas contribuições de um vaso número de pessoas). Cada investidor interessado pode, por seu lado, falar com os seus contatos e, assim, este efeito dominó pode resultar, permitindo-lhe angariar o montante que necessita para começar, ou prosseguir, com o seu projeto. No crowdfunding também se incluem o sistema de doações, por exemplo, em relação a software gratuito que circula na Internet e que solicita doações por parte dos seus usuários; os sistemas de retorno, em que o investidor recebe parte dos lucros do projeto (se este for bem sucedido); a venda de ações de pequenas e médias empresas e companhias novas em fase de desenvolvimento (start-ups).

Cada plataforma de Internet tem as suas regras, nomeadamente em relação ao tipo de projetos que promove, a percentagem recebida pela plataforma (apesar de existirem plataformas gratuitas que colhem os seus frutos de patrocinadores, o mais habitual é que a website receba 5% sobre o valor do montante pedido para o projeto), o prazo para a aquisição do financiamento (se após o período estipulado o montante não for angariado, o projeto é retirado da plataforma, e o investimento é cancelado), a apresentação do projeto, o montante mínimo de investimento, a recompensa ao investidor (por exemplo, assistir a filmagens do filme em que investiu, sair nos créditos do livro que financiou, assistir aos ensaios da peça de teatro, descontos na aquisição de produtos fabricados, participar diretamente no projeto), entre outros. Assim, para além da óbvia vantagem do crowdfunding (encontrar financiamento rapidamente) podemos acrescentar o fato de o autor ter mais controle sobre o seu próprio projeto, da aproximação entre investidor e criador, e da participação ativa da população na economia e inovação do seu país. Existem neste momento centenas de crowdfundings via Internet, espalhadas por múltiplos países. Em Portugal já contamos com plataformas de crowdfunding como a Massivemov (http://www.massivemov.com/t.gif), a PPL (www.ppl.com.ptt.gif) e a Rede Biz (http://redebiz.net/projetos/t.gif).

O sucesso deste sistema nos E.U.A. incentivou a reavaliação legislativa por parte da administração Obama de forma a permitir as companhias privadas a recorrer a este tipo de financiamento como forma de estimular a inovação económica, novas formas de empreendedorismo e crescimento de postos de trabalho. Será difícil que as plataformas dos países europeus atinjam a eficácia das criadas nos E.U.A. (ex.: Kickstarter, IndieGoGo, Spot Us) nomeadamente devido à diferença de escala. Mas, por outro lado, por agora as leis americanas não permitem que os investidores de crowdfunding recebam parte dos lucros obtidos, o que pode suceder na Europa. Também, a França conta já com plataformas inovadoras no setor de venda de ações de start-ups, como WiSeed e a Finance Utile.

A maior preocupação em relação a este sistema de angariamento de fundos é a proteção dos investidores de possíveis ações fraudulentas, como projetos virtuais e plataformas que crescem como cogumelos para depois desaparecerem ao mesmo ritmo, juntamente com o dinheiro dos apoiantes. Será interessante saber quais as medidas de segurança que vão ser tomadas para evitar estas ações, como, por exemplo, saber quais as decisões da SEC (Securities and Exchange Commission dos E.U.A.) que desde Setembro (2011) está a analisar esta questão. Até à data não se registaram problemas de maior em relação a este assunto, mas é sempre bom prevenir.

Ficamos assim com esta lufada de ar fresco que possibilita que projetos interessantes, criativos, eficientes e inovadores, vejam a luz do dia graças à participação de Todos. E poder cooperar para que o sonho de alguém se realize é algo de formidável porque “Sempre que um homem Sonha, o mundo pula e Avança!” e Nós, com ele…

Maktub

Sofia Loureiro
Licenciada em Química Aplicada – ramo de Biotecnologia
Doutoramento em Química do Ambiente
Formação em Terapias Naturais (Naturopatia, Homeopatia, Aurículo-acupunctura)

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Comentário de Maria Bernardo em 14 fevereiro 2012 às 19:42

Interessa me saber mais.

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