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Economia de Transição

Somos uma Rede Social, com mais de 6.000 membros, focada no projeto ENERGizar.pt.

Misturamos essencialmente conceitos de Empreendedorismo Social com Modelos e Projetos de Desenvolvimento Sustentável (Permacultura, Transição, EBC, BCSD, B Corp) desde janeiro de 2009, porque como diz Peter Druker, a melhor forma de prever o futuro, é criá-lo!.

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Cobrador do fraque ou Transição para uma Permacultura?

Viva!

 

Em conversa com um amigo, que sente como muitos de nós, os dilemas com que pessoas, organizações, comunidades, países, e o mundo, estão confrontados, ficou mais uma vez clara a situação bizarra em que a Humanidade se encontra, e em particular, o absurdo de um modelo econónimo e  social, que precisa de crescimento do produto interno bruto, para não colapsar.

 

Portugal, em concreto, tem um problema muito grave de dívida externa, só passível de solução com crescimento económico. Ora, algumas das condições necessárias ao aumento do produto, não existem em Portugal, tal como em muitos outros países. Assim, questiono:

1. É possível voltarmos a crescer economicamente 2 ou 3 por cento ao ano durante esta e as próximas décadas?

Admitindo a possibilidade de tal acontecer pontualmente um trimestre ou outro, durante as próximas décadas, a minha resposta neste momento é: não. Não teremos por exemplo, crédito fácil e barato, energia barata, demografia facilitadora de crescimento, nem capacidade de competir com economias emergentes, e em geral, com outras mais bem preparadas. Ou seja, não conseguiremos pagar a dívida. Felizmente, não seremos os únicos.

2. Se fosse possível crescermos economicamente 2 ou 3 por cento ao ano, seria um bom objetivo de longo prazo para os portugueses?

Não. A Economia de Crescimento Industrial, centrada no exemplo dos Estados Unidos da América é destruidora da vida. De facto, por exemplo, os distúrbios emocionais de um modelo económico hipercompetivo, a tendência para o aumento da desigualdade social à escala global, e dentro dos países, um sistema financeiro caótico e ao serviço da concentração de poder, uma economia baseada em obsolescência programada e no aumento exponencial do consumo de desejos artificiais manipulados, o desperdício dos combustíveis fósseis num sistema ineficiente que gera cada vez mais lixo e desperdício, e a destruição maciça de ecossistemas de que dependemos, sugerem que vivemos num modelo económico profundamente doente, irracional, e insustentável. Ou seja, não pode continuar.

Entre o colapso e a ilusão de que o futuro pode ser mais ou menos como o passado, como a televisão, a maioria dos políticos, a maioria dos economistas, e a maior parte da sociedade, vai continuar a alimentar, criemos uma visão realista do futuro, como milhares de pessoas em todo o mundo já estã a fazer.

 

Devemos lidar com inteligência com o cobrador do fraque, mas devemos sobretudo, criar as condições, para que cada vez mais portugueses se orgulhem de abraçar a Transição para uma Permacultura, ou seja, que uma parte de nós se mantenha a manter as estruturas, as empresas, que nos ajudam a não colapsar rapidamente, enquanto outros se dedicam a criar sistemas realmente resilientes e sustentáveis.

 

Fácil é ser radical ambiental ou cúmplice dum sistema destrutivo, díficil é fazer uma Transição que inclua a todos!

Sejamos portadores duma história de genuína esperança! 
 

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Tags: permacultura, permaculture, portugal, transition, transição

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Comentário de fatima colaço em 8 maio 2011 às 9:03

Fantásticos todos vocês 'partilhadores' conscientes! Bem hajam!!

Pois é Sofia, o Saber Saber já aqui está (na TPP); é preciso agora organizar o Saber Fazer para gerar dentro e fora da TPP a tomada de consciência que leve à efectiva mudança, melhor dizendo à TRANSIÇÃO !

Fátima, ok............''o fraque, como as dívidas, é só um (ul)traje''...........Boa!!!!!!

Trajar é revestir o exterior, deixando intacto o âmago, onde se trabalha a vontade de MUDAR!!

E nós, os conscientes (penso eu), podemos e devemos reduzir o numero dos ainda inconscientes!

E vocês, João L, Sofia R e Fátima M.............já o fazem muito bem! Obrigada!

Comentário de Armindo Pereira de Magalhães em 7 maio 2011 às 22:21
Parabens um bom artigo. Crescer não é solução mas sim um problema para toda a humanidade.
Comentário de BEMCOMUM.net em 7 maio 2011 às 13:28
Fátima, felizmente, significa que o problema da dívida é sistémico, sobretudo no mundo ocidental, ou seja, revela um problema global, que obriga a repensar o modelo económico e social. Se fossemos os únicos a não conseguir pagar a dívida, dificilmente a Transição e a Permacultura, seriam vistas como ferramentas de transformação cultural e económica globalmente...
Comentário de Caryn em 7 maio 2011 às 8:29
ou seja Todas pode ser incluída na transição por uma vida mais sustentável, e escolher deles, todo de nos tenho o poder se ser mais feliz! eu foi ensinado na minha curso Design que Permacultura e uma sistema de inclusão, não exclusão!
Comentário de BEMCOMUM.net em 7 maio 2011 às 0:27
Obrigado a todos pelas simpáticas palavras. Claro que se pode partilhar :)
Comentário de fatima colaço em 7 maio 2011 às 0:25
Difícil é ser resiliente na transição inclusiva! Belo e oportuno texto João! Parabéns e obrigada! Cada vez mais, é preciso parar para pensar e arranjar ânimo para mudar! Posso partilhar??
Comentário de Luís Amaral em 6 maio 2011 às 14:02

Reflexão pertinente!

Parabéns e obrigado, João.

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