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A propósito da situação explosiva do Sr. Presidente da República

A espécie homo sapiens sapiens, no seu processo evolutivo, adquiriu um conjunto de características, que provocam uma série de enviesamentos cognitivos, ou erros de análise. Alguns exemplos:

1. uma tendência para entrar em negação sempre que se confronta com factos que possam colocar o seu futuro em risco.

2. uma tendência fortíssima para valorizar o curtíssimo prazo, por comparação com o médio/longo prazo.

3. uma tendência para procurar a "verdade" em figuras de autoridade. Em pleno séc. XXI, significa no mínimo, sempre alguém de gravata na televisão, num formato jornalístico.

4. uma tendência natural para o optimismo, ou seja, acreditar que o futuro será sempre melhor que o passado.

5. uma tendência fortíssima para uma pensamento não racional, não matemático, e portanto, superficial.

Em Portugal, presumo que a esmagadora das pessoas com poder social, desconhece alguns destes factos, e as suas consequências. Outros conhecem tão bem, que usam-nos no processo propagandístico e manipulativo.

Dito isto, é evidente que a situação será explosiva. Um número cada vez maiores dos nossos concidadãos vão ficar numa situação de total ou parcial dependência dum Estado a caminho da falência, para a sua sobrevivência.

A manta que cobre a comunidade nacional, encolherá tanto nos próximos anos, que será necessário baixar substancialmente o nível de rendimento dos portugueses e a forma como é redistribuído.

As pessoas em geral, e os grupos socias mais privilegiados em particular, não estão preparadas para os ajustamentos que serão necessários.

Felizmente, há muitas pessoas no mundo inteiro, a pensar fora do quadrado. Serão necessárias movimentos/soluções políticas novas.

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Comentário de João Bolila em 15 janeiro 2010 às 22:08
A propósito deste tema, li um livro à algum tempo a "Arte de ser Português" de Teixeira de Pascoaes, existe uma edição recente e baratinha da BI (Biblioteca editores Independentes). É interessante. Será uma visão ou um sonho?! e Pessoa, Agostinho da Silva?

Parece-me que a sensibilidade poderá levar cada um e o colectivo que formamos, mais profundo do que o racionalismo cartesiano ..

Eu acredito que podemos ser, ou não, seja o que for que venha por bem.
Comentário de mario em 15 janeiro 2010 às 19:02
oi ana! obrigado pelo título do livro do antero. afinal o wook tem disponível por 2,50 EU.
Comentário de Álvaro Eduardo Elbling de Campos em 15 janeiro 2010 às 17:18
http://www.youtube.com/watch?v=wTFRps1PIfQ&NR=1
...Este video, na sequência, aponta algumas saídas. Meditem, não desanimam e actuem!
Abraço a todos e... CORAÇÃO AO ALTO!
Comentário de Álvaro Eduardo Elbling de Campos em 10 janeiro 2010 às 13:57
Pois, é, desta vez é mais complicado: As bombas atómicas matam demais, por tempo demais (depois, não restava suficiente gente e recursos para explorar);
As nações também já começam a ser substituídas por corporações;
O pessoal já não quer "lutar pela Pátria" e os mercenários são caros...
Mas eles vão continuar a procurar meios para destruir excedentes (gente e recursos) e controlar os explorados. Talvez a droga e a sida já façam parte desse objectivo e então temos que considerar que a guerra já começou há uns anos...!
É preciso ter calma...!
:)
Coração ao alto!
Comentário de BEMCOMUM.net em 7 janeiro 2010 às 10:57
Álvaro,

Mesmo do ponto de vista das elites, talvez desta vez, a guerra não seja uma boa solução...
Comentário de Álvaro Eduardo Elbling de Campos em 6 janeiro 2010 às 20:17
Desculpem, é um pensamento quadrado, eu sei, e até talvez (a curto prazo) pessimista, mas...
Crises destas existiram algumas já na era moderna! A classe dirigente sempre as resolveu: duas guerras mundiais, para limpar os excedentes (matérias-primas, equipamentos e mão-de-obra) e recomeçar tudo de novo!
Comentário de mario em 6 janeiro 2010 às 20:09
Ana, será este o títuo?
http://openlibrary.org/b/OL6374084M/Portugal_perante_a_revoluc%CC%A...
aparenta estar indisponível para compra. hmmm... talve em pdf na net. vou pesquisar.
obrigado por partilhares.
Comentário de mario em 5 janeiro 2010 às 23:53
Ah! Antero de Quental... e o transcendentalismo. Será que ainda se fala dele nas nossas inúteis escolas?
Estou optimista com' ó João.
Comentário de BEMCOMUM.net em 5 janeiro 2010 às 10:51
Irina,

Compreendo o cepticismo. É bem possível que tenhas razão. No entanto, há muito inconformismo escondido no país. Há muita gente a querer mudar sem saber como. Há alguma razão para ter esperança...
Comentário de Irina em 5 janeiro 2010 às 9:17
Concordo com a Ana em teoria, mas será que uma democracia directa seria possível em Portugal? As pessoas não têm qualquer tradição de participação, querem sempre delegar responsabilidades em alguém, não ter que pensar, avaliar ou tomar decisões. O passatempo nacional é não fazer nenhum e criticar sempre quem faz alguma coisa. Os portugueses recusam-se a assumir responsabilidade sobre as suas próprias vidas e do seu país - simplesmente não têm estofo para isso. E se o fizerem, o mais provável é que acabem todos à batatada a tentar impôr o seu ponto de vista, em vez de tentarem encontrar soluções equilibradas para o bem comum. Nisto confesso ser muito pessimista no que ao nosso país diz respeito, mas quero acreditar...

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