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A pandemia do politicamente correto na Praça 8 de Maio

As revoluções liberais dos séculos XVIII e XIX, materializaram algumas das ideias fundamentais do iluminismo, incluindo a divisão de poderes, a soberania popular e o conceito de direitos naturais.

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 26 de agosto de 1789, representou o início de uma nova ordem social e política quando afirmou que “os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos”. Estava aberta a porta para o que veio a ser um feminismo fundado, justo, fundamental, saudável e liberal.


No passado dia 8 de março, no local de Coimbra, onde os liberais chegaram a 8 de maio de 1834, a brigada estudantil e a rede 8 de março, mostraram mais uma vez como se parasitam causas justas.

Agarraram em casos de violência doméstica em que mulheres foram assassinadas pelos companheiros, e descreveram a sua agenda política, o chamado feminismo interseccional, que dizem, de forma autoritária, ser o único possível. Com base na teoria crítica, para esta esquerda regressiva, diferente da progressista, as relações sociais escondem relações de opressão, em que os oprimidos são sempre mulheres, africanos, homossexuais ou outras minorias. Uma falsidade muito pouco saudável.

Nesta pandemia cultural, as supostas minorias oprimidas passaram também elas a oprimir, incluindo o que hoje também designamos de cultura de cancelamento e que leva muitos de nós a praticar autocensura em vez de liberdade de expressão.

Globalmente é a este fenómeno que chamamos politicamente correto ou ecossocialismo hiperfeminista anti-racista violento. Refere-se ao policiamento da linguagem, atitudes e comportamentos, que domina a opinião publicada, seja através de jornalistas, seja de  colaboradores de órgãos de comunicação social e de plataformas digitais.

O politicamente correto, com origem na China comunista, é uma das maiores fraudes intelectuais contemporâneas, mas oferece uma história vencedora: a da vitimização ou identificação com a vitimização e com a virtude, com ganhos de estatuto social com isso. Estão criados os incentivos para uma guerra cultural desonesta.

Essa vitimização, diferente de ser vítima de facto, é uma forma de violência emocional consciente ou inconsciente. A aparente vítima manipula para satisfazer as suas necessidades incluindo afetos, empregos ou votos. Os guerreiros pela igualdade radical devem equilibrar a eterna disputa com os homens brancos do grande capital: o patriarcado.

Uma das razões para a explosão do politicamente correto está relacionado com o domínio progressivo neomarxista ou pós-moderno do ensino superior universitário, nas humanidades e em boa parte das ciências sociais, tendo-se propagado a partir daí e nas últimas décadas, para o professorado e o jornalismo.

As redes sociais e os seus algoritmos multiplicaram a possibilidade de adesão a uma história fácil, simples e que gera conflito ideológico. A crescente irritação interpessoal exige análise mais profunda, nomeadamente avaliar como o inconsciente coletivo influencia as crenças individuais, mas é evidente que há uma massificação da projeção de culpabilidade no outro, o representante do patriarcado heterossexual.

Entendemos que a narrativa dominante infantiliza pessoas e grupos. É preciso denunciá-la no espaço público e promover a responsabilidade individual. Se não o fizermos, serão os populistas de direita a responder a estes absurdos e a ganhar com isso.

João Leitão

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Tags: liberais, liberal, portugal, social

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