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A horta do meu vizinho é também a minha horta!

Não tenho terreno. Mas tenho um vizinho, permacultor de "coração", que cultiva de forma sustentável a amizade e a partilha. A família dele tem um pequeno terreno de 250m2. No espaço destinado aos cães que recolhe da rua ou que salva dos canis, cedeu-me um pequeno espaço. Agora é a minha Horta!!!

Todos os dias partilha comigo saberes antigos, do seu avô, da sua infância e do que aprendeu vida fora. Sem me forçar a nada e com a benevolência dos sábios. Temos longas conversas sobre os pardais que acolhe no seu telhado (retira de propósito umas telhas para eles nidificarem). Na pausa da horta contamos os casais de milhafres que sobrevoam os céus e vêm espiolhar os inquilinos do telhado.

Tomamos um café e mostra-me sempre algo novo: umas sementes que colheu nos campos de Poiares, o chá de limonete que prepara, as ervas silvestres com tanto valor ou o composto que produz reciclando os verdes recolhidos pela Câmara Municipal, a borra de café de um restaurante de um amigo, o estrume doméstico, as palhas e os restos da cozinha.

Os cães, companheiros de todas as idades, vão passeando por ali. Cederam-me um espaço que era deles e por isso de vez em quando passeiam entre os tomateiros, as alfaces e as courgettes. Sob o olhar atento do dono, sem estragar. Apenas para confirmar se ando a tratar bem do "canto" deles.

Esta é a horta do meu vizinho que acolheu a minha pequena horta. Um lugar de partilha. Amizade. Permanente.

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Tags: cultura, horta, partilha, permanente

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Comentário de Catia Gomes em 2 junho 2011 às 17:27

Olá Carla. Quero felicitar-te. Pela força de vontade. Para que saibas, e apesar de nada perceber de hortas (só tenho aromáticas na varanda!) se precisares de uma mãozinha, ao fim de semana ou depois do trabalho... podes contar comigo. Pode ser uma oportunidade para estar mais ligada à terra (e o meu filho de 3 anos). É de boa vontade. Tipo voluntariado! Vivo em Palmela.

Comentário de Carla Leitão em 2 junho 2011 às 14:08
Obrigado pela tua partilha, também estou a começar uma horta,aluguei  100 m2 de um terreno que não estava a ser utilizado, estou naqueles preparativos iniciais, encontrar alguem com máquina para limpar e fresar o terreno, arranjar um ponto de água, bom as coisas acontecem de forma tão lenta que estava  a esmorecer e a duvidar se este projecto vai realmente para a frente, e também a sentir-me um pouco sozinha , ao ler o teu texto fiquei com outro animo, a beleza da partilha existe, a concretização dos projectos acontece mesmo que seja lenta, o teu texto transmite precisamente isso , a beleza que existe no promenor, no tempo e na partilha. Uma lição para mim!  Grata e desejo-te muitas boas conversas e bons cultivos, eu estou em azeitão e tu?
Comentário de Tiago André Leitão Duarte Santos em 1 junho 2011 às 20:23
É um facto paulo gorge antunes que não devemos criticar levianamente aqueles que transformam o dinheiro em ouro vegetal... ainda não conheço nenhum permacultor que dê acções de formação para comprar uma grande vivenda ou um super desportivo. Transição implica saber romper com padrões de forma gradual, e o dinheiro ainda é a única forma de poder comprar certas matérias primas e tecnologias ( cabos eléctricos, painéis solares, bombas hidráulicas, pás, ancinhos, computadores,livros, telas, etc..) no dia em que aceitarem madeira, sementes, frutos, e alguns animais domésticos, como moeda de troca talvez o que sugeres possa ser possível, até lá, não devemos confundir o caminho com a meta.

Abraço
Comentário de paulo-jorge Antunes em 1 junho 2011 às 18:26
parabems ! um exemplo que deveria faser refletir certas pessoas deste portal (transiçao e permacultura) . humildade, caridade na forma da divulgaçao da informaçao e nao inventarem eventos no objetivo de engrear dinheiros... " segem a mudança que desejais ver neste mundo"
Comentário de Sandra Marina em 30 maio 2011 às 15:12
Lindo!
Comentário de joakim josé lopes soares em 30 maio 2011 às 11:13

Parabêns, aos dois,que linda ,a nobreza de um e a humildade do outro.Partilhar um dos maiores actos na permacultura,continuem assim,estão no bom caminho.

Comentário de Maria Gomes em 30 maio 2011 às 9:31

Boa, Ana Carolina :)

Acho que a mais linda, realista e correcta forma de permacultura e transição é essa: a partilha.

Também estou a partilhar o meu quintal.

Em Portugal está a crescer o movimento dos «sem terra». Que seja pacífico, temos condições para isso.

Comentário de maria emilia guedes em 29 maio 2011 às 13:09
que lindo!
Comentário de BEMCOMUM.net em 28 maio 2011 às 20:26
Coisas de vizinhos :)
Comentário de fatima colaço em 28 maio 2011 às 17:00

Lindo:) Que vizinho t~ao permaculto, Ana:) Sem estardalhacos.....j'a pratica 4 petalas da flor .....Assim, com essa boa energia, as sementes medram pela certa.......e depois passam-te a 'energia organizativa'!! Agora percebo onde vais buscar tanta:))

Obrigada pela partilha!

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