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Economia de Transição

Somos uma Rede Social, com mais de 6.000 membros, promotora do projeto ENERGizar.pt.

Misturamos essencialmente conceitos de Empreendedorismo Social com Modelos e Projetos de Desenvolvimento Sustentável (Permacultura, Transição, EBC, BCSD, B Corp) desde janeiro de 2009, porque como diz Peter Druker, a melhor forma de prever o futuro, é criá-lo!

5 de Maio , Lisboa. ISTSDay (International stop tar sands day)

PERMACULTURA E DEFESA DO AMBIENTE

 

“Enquanto a era da energia barata, clima estável, e fertilizantes químicos chegam ao fim, os princípios da permacultura serão grandemente atractivos como um caminho para criar um sistema de agricultura e alimentação sustentável…” Frederick kirschenmann, presidente da Stone Barns for Fodd and Agriculture

 

Os princípios básicos da permacultura são:

  • Todos os elementos dentro de um sistema interagem uns com os outros.

 Dentro deste princípio devemos interagir ajudando os que já sofrem e os que venham a sofrer, informando-nos e participando em acções de defesa do ambiente.

 

  • Multifuncionalidade – todos os elementos preenchem múltiplas funções e todas as funções são criadas por múltiplos elementos

Ao iniciar uma mentalidade de “necessidade” a permacultura cruzou-se no meu caminho, a partir desse dia conhece-la é uma das minhas funções, outra é vivê-la, outra mais é transmiti-la. Para completar a minha multifuncionalidade outra das funções que escolhi, foi defende-la, defendendo o meio ambiente, os animais e o homem natural.

 

  • Usa a energia eficientemente, trabalha com energia renovável

Aqui talvez falhe, o ativismo requer muita energia, muita dela perdida. Para nos manter activos e equilibrar com a uma ideologia de vida de paz, não é fácil. Viver ao ritmo natural, criar condições para um sistema auto sustentável, respirar ar puro, manter um meio totalmente como o idealizamos como meio de vida pode ser incompatível com um activismo de “confronto” com os responsáveis pela sua desacreditação. A força e a certeza que aqueles que ontem e hoje enfrentam gigantes, são fontes de energia. Energia que renovo juntamente com aquela que vou buscar á minha volta e aquela que estava perdida no meu interior.

 

  • Usa fontes naturais

Na horta, na mentalidade e na reacção utilizo fontes naturais. No dia-a-dia devido às dificuldades criadas pela civilização, todos os dias violo este princípio. Um dos passos que tomei para que no futuro exista mais escolha e vontade de criar um mundo mais sustentável para todos, foi divulgar e resistir àqueles que querem um mundo artificial.

A resistência é natural. A fonte onde um animal aprisionado vai buscar naturalmente a sua resistência, ou uma planta resiste ao calor, é a mesma que naturalmente me impele a resistir.

 

  • Sistemas intensivos numa área pequena

Com pequenas áreas de permacultura, cria-se um sistema intensivo sustentável. Assim deve acontecer também com os pequenos grupos humanos de permacultores, com pequenos passos de acção na horta e fora dela, podemos criar um sistema intensivo de resistência contra a destruição do ecossistema, OGM’s, e energias não sustentáveis.

 

  • Utiliza e molda ciclos e processos naturais

Naturalmente gostava de estar todos os dias no campo, com os animais, a horta, a passear, a viver livre. Mas a minha liberdade é barrada quando moldo ciclos fora da minha necessidade pessoal. Necessidades que ultrapassam a física, a química, o meu sentimento de bem-estar. Os Índios foram moldando ciclos cada vez mais pequenos durante 500 anos, enquanto recuavam para não confrontar os exploradores, esperando que a necessidade deles cessa-se, e hoje não tem mais para onde recuar, não existe mais meio natural para eles.

 

  • Apoia e cria efeitos fronteiros (criando estruturas de pequena escala altamente produtivas

Todos aqueles familiarizados com a percultura já estão a criar algo importante. As fronteiras devem ser utilizadas na forma de intervenção que nós humanos temos com o ecossistema que nos rodeia. Quando já criámos ou estamos a criar o nosso espaço, devemos deixar de apoiar formas de confrontar o avanço imoral e destruidor das corporações que nos querem impedir de viver como achamos correcto?

Não deixes que as tuas fronteiras se abram.

Não deixes que as corporações continuem a ultrapassar as tuas barreiras.

 

  • Diversidade em vez de monocultura

Cultura única (monocultura). Muitas culturas podem e todas devem viver em diversidade, sejam elas vegetais ou animais não humanos e/ou humanos. Quando escolhemos o nosso caminho, a nossa cultura, muitos, vamos encontrar que vão no mesmo caminho, mas não partilham totalmente a mesma cultura. Nenhum pode dizer que o outro está no caminho errado, apenas aprecia outra cultura. Enquanto houver respeito, a diversidade deve ser cultivada.

 

A energia é um elemento importante na permacultura. Todo o sistema energético mundial está a dar cabo do mundo. A dependência de combustíveis de energia fóssil, a construção de barragens, a energia nuclear e até as consideradas mais verdes como Eólicas e energia solar para as dependências da sociedade moderna, só em matéria-prima, fabrico e transporte é muito pouco verde.

A permacultura resiste contra essa dependência, criando sistemas alternativos, caseiros e sustentáveis com o máximo de material natural possível.

Mas o sistema mundial de segurança alimentar e energética tem outra opinião que continuar a explorar a terra, poluir o ar, as águas, parar a natureza é o caminho. As leis mundiais atacam as culturas biológicas e auto-sustentáveis, com diretrizes, lobbing, pressão financeira e com os média.

Nós, ativistas de rua (fora da horta), não queremos que deixem as quintas e nos sigam, pelo contrário, queremos que venham representar a permacultura e provar que é possível viver numa sociedade pós petróleo e sigam o bem que estão a criar. No futuro as quintas de permacultura vão ser os “conventos” dos necessitados do futuro, hoje são a raiz de um movimento importante, com muito para crescer e criar.

As Tar Sands e outros tipos de destruição do meio ambiente estão a avançar sem resistência, muitos indígenas locais viviam até á poucos anos e mesmo meses num ecossistema como os que queremos criar de novo nos países desenvolvidos. Devemos ajudar quem necessita para que um dia nos ajudem anos. Se, não poderes cooperar, apoia e divulga.   

 

           Mais informação: stoptarsands.yolasite.com

           Mail: tarsandsportugal@gmail.com

 

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Comentário de joao em 18 abril 2012 às 19:08

Comentário de joao em 18 abril 2012 às 19:02

Era muito bom, alguém querer falar da importância da permacultura na sociedade do futuro.

E como é uma das melhores formas de fugir a uma civilização dependente de tantos vícios e exploração e indiferença.

Evento no dia 5: http://www.facebook.com/events/230372190384932/

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