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Residências Comunitárias

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Residências Comunitárias

Residências Comunitárias

Sem entrar em grandes filosofias, direi que são residências onde se vive em comunidade, com despesas e rendimentos a dividir por todos. No fundo, era como no antigamente onde existiam grandes famílias que viviam em perfeita comunhão de interesses. A primeira condição para fazer parte desta comunidade, é não dar valor ao dinheiro. O dinheiro não deve ser a preocupação, mas sim os seus residentes. Terá que existir uma conta comum, que será gerida por todos e só quando todos, maioritariamente, estiverem de acordo. Não existir chefes, as decisões são sempre tomadas por todos e por maioria. As decisões são tomadas em reunião da comunidade e decididas por maioria. O valor está no trabalho e não no dinheiro. As pessoas devem ter personalidades não conflituosas e democráticas. Não se preocuparem com luxos supérfluos, carros brilhantes e telemóveis topo de gama.

Exemplo de economia atual para 8 pessoas:

A)    António + Mariana + filho pequeno

António - Rendimento 500 euros

Mariana – desempregada

Filho na escola

Despesas renda de casa 350

Agua, luz e gás 50€

Disponível para viver : 100 euros / 30 = 3 € por dia, para comer, saúde, vestuário, educação do filho, transportes, etc . etc.

B)    José + Carla + filha pequena

 

Os mesmos cálculos do exemplo anterior

Disponível para viver : 100 euros / 30 = 3 € por dia, para comer, saúde, vestuário, educação do filho, transportes, etc . etc.

 

C)     João  empregado de escritório – vive sozinho

Rendimento – 600 euros

Despesas – 450 euros ( casa, água, luz, gás e transportes, )

Disponível  para viver : 150 euros / 30 = 5 € por dia para comer, saúde, vestuário, etc. etc.

Cláudia, desempregada – vive sozinha

Rendimentos : 0

Despesas – Quarto 100€

Sem dinheiro para comer. Vive de ajudas

Resumo:  Vivem todos mal.

 

Vamos a um exemplo de economia de escala nas residências comunitárias:

Constituição da comunidade –  6 Adultos ( + 2 crianças ) = 8 Pessoas ( as mesmas do exemplo anterior ).

Rendimentos da comunidade = 1600 euros mensais (António, José e João)

Despesas : 350 euros de renda de casa + 40 água + 60 luz+ 20 gás = 470 euros

Saldo disponível : 1100 euros mensais / 30 = 36€ para despesas, por dia, para todos, e ainda têm os alimentos da horta e renda da venda de alimentos biológicos, por exemplo, se for este ( PERMACULTURA) o modelo escolhido.

Resumo : Aqui todos podem viver dignamente, pois, 1100 euros mais a agricultura de subsistência e outros rendimentos, dá para viver e sem problemas.

Para quem estiver interessado contacte-me:

fvitor954@gmail.com

Da forma que as coisas estão, somos autênticos escravos do século 21

Vamos mudar este sistema irracional que nos querem vender.

Vamos abrir os olhos.

 Atenção : Exemplos meramente explicativos.

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DISPONIBILIZO TERRENO

Iniciado por Antonieta Lopes 23 Out, 2015. 0 Respostas

Olá a tod@s!Tenho um terreno perto de Castelo Branco que está a precisar de muito Amor, entre as aldeias de Cebolais de Cima e Alfrivida.Por não estar disponível para dar o Amor necessário gostaria…Continuar

Tags: comunidade, cedência, Terreno

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Comentário de Alexandra Capêlo em 23 janeiro 2014 às 13:56

Começar por alugar e dividir as nossas próprias casas, sejam elas alugadas ou arrendadas é o primeiro passo para aprender a viver em comunidade... Existência divergência, conflitos, mas também ligações para a vida e aprendizagem sem fim...

Força e MUITA LUZ... 

Comentário de Vítor Hugo em 23 janeiro 2014 às 12:57
Comentário de António V em 15 janeiro 2014 às 9:50

Vivo no Algarve e estou muito interessado nestes projectos no entanto penso que uma comunidade só poderá funcionar bem se conseguir tornar-se auto-sustentável de forma aos membros se poderem dedicar a 100% ao projecto. Caso tenho conhecimento de comunidades 100% auto-sustentáveis agradeço que me informem.

Comentário de Paulo São Bento em 7 outubro 2013 às 19:55

Telmo estou a pensar no mesmo, criar uma associação sem fins lucrativos onde cada um contribui com o que puder ...tipo um mealheiro da comunidade mas... toma-se nota da contribuição de cada....assim se a qualquer altura mudares de ideia ou aparecer outro projecto na tua vida podes levar a tua parte do dinheiro.... ou seja uma comunidade baseada no bom senso e entre-ajuda.... segue-me Telmo ... http://bento604.blogspot.pt  ....... sou de Matosinhos ... 

Comentário de Telmo Parreira em 6 outubro 2013 às 23:59

Olá

Os meus projectos são:
Associar-me a um grupo de pessoas que esteja com a vontade adaptabilidade e praticabilidade de se juntar para criar uma comunidade!
Concretamente adquirir um terreno e construir um conjunto de habitações individuais e espaços comuns de preferência earthships e/ou casas auto suficientes, juntamente termos em conjunto ou separado espaço de horta floresta comestível possivelmente em permacultura.
Motivo, tenho 39 anos solteiro trabalho para sobreviver, e ocorreu-me que é altura de pensar na velhice/reforma, e  o único que me ocorre(façe á situação do pais, sociedade) é passar junto a um grupo de pessoas e com os mínimos custos possíveis!
A casa terá um sistema de recolha,  tratamento, armazenagem de agua, bio gas para cozinhar, forno solar sistema tratamento resíduos, isolamento térmico,  etc...
o espaço horta floresta comestível providenciará o alimento e meios de medicina alternativos e algum excedente para troca ajuda venda...
Área comum zonas refeição, reunião, lazer, cultura, Wc, armazenagem, oficina, medicina, escola, Piscina natural, visitas, etc..
Devido aos meus fracos recursos económicos quero começar o mais breve possível...
Talvez entregando uma verba mensal até termos para comprar o terreno e depois o mesmo para ajudarmos a construir as casas e espaços comuns( talvez uma planta comum para facilitar as construções e orçamentos..
Interessou-me o documentário sobre as earthships nos EUA.

Mas estas são a ideias bases e sou capaz de me adaptar a novas ideias planos!

O que acham?

TP

Comentário de Maria Lucília Martins Zenhas em 5 outubro 2013 às 13:32

Compreendo, Paulo. É um projecto bonito. Mas, sinceramente, não posso aderir a esse projecto por vários motivos. O meu trabalho é em Viseu. Sou funcionária pública. Não posso abandonar este trabalho e dedicar-me à quinta, ao trabalho do campo, embora ache que seria um modo de vida que ao fim e ao cabo vai de encontro com aquilo que defendo. Mas há um problema que normalmente eu não menciono, nem eu sei bem porquê. Tenho uma depressão crónica desde os 19 anos. Hoje tenho 54. E tomo imensos comprimidos. Além de ter mais problemas de saúde graves. Tive um cancro na tiróide e tive que a extrair na totalidade etambém as para-tiróides. Isso dá uma dependência para o resto da vida de comprimidos. Se não os tomar, posso ter uma paragem cardíaca e... Essa medicação tira-me as forças, além de ter engordado imenso e gradualmente à medida que os anos íam passando. Além de ter frequentemente de meter baixa, quando passo mal. Ou seja, não tenho resistência física para trabalhos no campo. Até as caminhadas me custam. Daí, que não posso abandonar o meu trabalho, que é intelectual: sou observadora meteorológica. Trabalho no Instituto de Meteorologia de Viseu. Daí, só me interessar nas residências, mesmo para habitar. E Amarante, não sei bem onde fica, mas iria implicar gastar mais gasolina. Lamento, Paulo, mas não posso aderir. Mas desejo-lhe sorte no seu projecto. Deveria divulgá-lo num sítio com mais repercussão, no facebook, talvez. Boa sorte.

Comentário de Paulo São Bento em 4 outubro 2013 às 20:50

Comprar uma quinta por 15 mil euros onde basta a cada um participar com 500 euros ou menos ... não acho uma coisa grande..:)

a quinta em questão está no OLX á venda, só tem um problema, não tem acesso de carro... o carro tem, de ficar a uns 100 metros da entrada...

Criar uma associação é fácil...desde que todos ajudem obvio... na quinta podemos construir chalés de madeira, cada um pode ter o seu... podemos plantar videiras, pomar...oliveiras... criar colemeias...etc...podemos ser menos dependentes  do petroleo... dá pra montes de projectos e experiências...e é nossa...definitivamente..não seria uma coisa emprestada....seria comprada por todos...mesmo nossa.

Comentário de Maria Lucília Martins Zenhas em 4 outubro 2013 às 20:06

Olá, Paulo. Eu já tenho a certeza quase absoluta que me vou manter no meu trabalho e portanto estaria interessada na comunidade. Só que o Paulo fala de uma coisa muito grande. Eu desconheço a legislação e meter-me em negócios grandes assusta-me. quatro ou cinco pessoas partilharem uma casa é uma coisa. Uma quinta é outra. Ainda por cima comprada. Mas cada um escolhe o que lhe interessar. O Paulo pode reunir um grupo que compre a vossa quinta e se aparecessem algumas pessoas que quizessem partilhar uma casa na minha zona, juntar-nos-íamos para esse efeito. Acho que as pessoas devem ir falando e sugerindo coisas e os grupos ir-se-ão formando gradualmente quando chegarem a acordo. Um abraço a todos.

Comentário de Paulo São Bento em 4 outubro 2013 às 12:08

Olá, eu tenho a mesma ideia.

Creio que o melhor é criar uma assoc. sens fins lucrativos nossa... teremos um numero fiscal, abrimos conta bancaria... cada membro transfere mensalmente 20 ou 40 euros (á disponibilidade de cada) este dinheiro é sempre do membro que a qq altura se quiser sair leva o dinheiro dele... supondo que temos 50 amigos... há uma quinta em Amarante por 15 mil euros ..reunimos...e se todos aceitarem comprámos ...300 euros a cada... mais, tendo a assoc registada podemos comprar a quinta em nome da associação ficando isentos de IMI e demais impostos. ...além de que todos ficam em igualdade não se sentido que estão lá por favor ... todos contribuem por igual.

Funcionaria como uma associação mutualista onde todos nos ajudaríamos de forma equitativa e sem fins lucrativos... todos juntos torna-se mais fácil... 

Comentário de Maria Lucília Martins Zenhas em 14 agosto 2013 às 1:23

O ideal para mim era Viseu, que é onde trabalho. No entanto, actualmente quero esperar a ver em que param as rescisões amigáveis e a moblidade na função pública. Porque se eu fôr atingida por essas medidas, não terei mais possibilidades de viver em Viseu e pagar uma renda. Nessa altura, voltaria à minha terra, onde tenho casa própria e por isso não tenho necessidade de gastar dinheiro em renda. Vamos esperar até as coisas estarem defenidas. Um abraço para si também.

 

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