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Prosperidade sem crescimento?

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Prosperidade sem crescimento?

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Prosperity Without Growth?

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Iniciado por BEMCOMUM.net 14 Maio, 2010. 0 Respostas

Crescimento deveria significar prosperidade (felicidade na simplicidade) Alguns factos: - 1.300 milhões têm 2% do rendimento mundial;- a desiguldade nos países da OCDE aumentou;- o crescimento não…Continuar

Prefácio

Iniciado por BEMCOMUM.net. Última resposta de BEMCOMUM.net 7 Maio, 2010. 1 Resposta

O mito do crescimento económicoA riqueza material está a degradar o nosso bem-estarO crescimento falhou nas suas promessasVivemos na eminência do fim do petróleo baratoVivemos na era da degradação…Continuar

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Comentário de Incitador em 15 junho 2010 às 23:30
Ainda bem que gostaram. Eu confesso que o li muito superficialmente mas pareceu-me que fazia todo o sentido partilhá-lo convosco, neste grupo.
Comentário de Maria Eduarda Beaumont em 15 junho 2010 às 20:19
Também gostei, Incitador. Li transversalmente mas em breve irei ler na totalidade.
Comentário de Claudian Dobos em 15 junho 2010 às 20:14
nice doc, incitador!
Comentário de Incitador em 15 junho 2010 às 18:40
Comentário de Nuno em 18 maio 2010 às 22:01
Estou precisamente a ler o documento nesta altura e gostei muito desta síntese
Comentário de ManuelJ em 18 maio 2010 às 20:38
Olá a Todos.
Venho partilhar convosco a minha tentativa de fazer a análise do relatório “Prosperity without growth” na perspectiva falada que foi a de procurar informação que nos auxilie a assentar ideias do que queremos e das dificuldades que podemos encontrar para estabelecer uma forma de viver em “Felicidade na Simplicidade”, objectivo definido anteriormente. Vejamos onde isto nos leva.

Capítulo 1 – A Idade da Irresponsabilidade
Introdução
O título é uma alusão a outras idades por que passou a humanidade, a da pedra, do ferro, do cobre, idades que ao que dizem decorreram durante milhares de anos, sendo que esta, a da Irresponsabilidade, a que estamos a viver actualmente, terá cerca de 300 anos, digo eu. Segundo alguns autores, o inicio deu-se em 1694 com a fundação do Banco de Inglaterra, banco privado e com o monopólio de cunhar moeda. Este acontecimento está talvez na raiz da revolução industrial, precisamente iniciada em Inglaterra e que assentou na facilidade de criação de dinheiro, dinheiro papel, o designado “fiat money”, que veio facilitar o financiamento dos investimentos (hoje dir-se- ía “alavancagem”).
Isto veio resolver o problema da falta de dinheiro moeda, ouro e prata, dado que a obtenção destes metais implica a mineração, é preciso utilizar a picareta tal como faziam os anõezinhos da floresta, e isso, para além de não ser fácil, tem um fim. Talvez esta mudança do meio de troca - do metal para o papel - tenha sido originada por um “pico do ouro” tal como hoje temos o “pico do petróleo”, quem sabe?

O que aconteceu foi que de repente começou a haver muito dinheiro facilitado pelo sistema fraccionário, dando origem ao inicio da revolução industrial impulsionando a economia e o sistema financeiro, levando a sociedade a um sem fim de crises financeiras, das quais ainda não nos livramos como podemos constatar nos dias de hoje.

Análise
Serve esta introdução para nos situarmos neste 1º capítulo do documento, pois aquilo que ali se entende por “Irresponsável” é o crescimento exigido para que o sistema funcione. É ali dito que “… (o crescimento) foi no mínimo, parcialmente responsável pela flexibilização da regulação, do excesso de crédito e da incontrolável e instável proliferação dos produtos financeiros derivados”. Todo este primeiro capítulo aponta baterias contra o crescimento, não mencionando que o crescimento é a base do sistema financeiro vigente, e que deriva da existência do juro. Na realidade para que exista dinheiro para o pagamento do juro é necessário que exista também crescimento. Não é por acaso que actualmente o juro se encontra a um nível bastante baixo, isso deriva de não se verificar crescimento da economia. Portanto sem crescimento o sistema financeiro colapsa.

Apesar disto, o autor entra na defesa do mercado financeiro, dizendo “… o mercado não foi destruído devido a práticas isoladas realizadas por indivíduos desonestos… Foi destruído pelo crescimento.” Portanto o autor não admite responsabilidades a todo o sistema mas apenas de um aspecto do sistema que é o crescimento, o que é uma incongruência pois existe um inter-relação fatal entre sistema financeiro e crescimento.

Daqui se conclui que a irresponsabilidade é precisamente devida ao comportamento do mundo financeiro e não a uma sua necessidade: a do crescimento da economia, pelo que se pode deduzir que “Idade da Irresponsabilidade” é sinónimo de “Idade do Sistema Financeiro”. Não é mencionada a energia e o seu consumo irresponsável, não é mencionada a manipulação irresponsável dos alimentos, nem outras irresponsabilidades, apenas esta, a do crescimento e logo por dedução nossa, do sistema financeiro.

Na realidade este sistema financeiro tem um comportamento autofágico, impede o crescimento da sociedade que o acolhe, embora precise desse crescimento para sobreviver, o que revela existir no seio do sistema uma doença congénita, crónica e letal.

Conclusão
Não nos desviando do nosso objectivo – saber como viver em “Felicidade na Simplicidade” – podemos concluir da leitura deste capítulo, que não será com este sistema financeiro, e provavelmente, nem mesmo com um sistema financeiro, que o vamos atingir. Desconhecemos o passo a dar (quanto a este aspecto existirão propostas sobre as quais deveremos reflectir futuramente), mas conhecemos que o passo que demos não serve.

Conclusão 1: Viver em “Felicidade na Simplicidade” com este sistema financeiro, NÃO! Este é portanto um problema que conseguimos já identificar. Teremos de procurar um novo modo de troca.

Até ao próximo capitulo e um Abraço :-)
Comentário de Gui... Guilherme Alves Barbosa em 12 maio 2010 às 16:24
olá... Amigos...
obrigada por me convidarem para esta discussão.
Partilho a ideia, (já lançada pelo Maurício), de que estamos "doentes". Assima de tudo acho que temos vivido sob conceitos de ilusão, que nos fazem andar de costas voltadas uns para os outros. E tudo começa ai, mas nada conseguiremos com outros que primeiro não consigamos com nós próprios...
realmente ter humildade, mente aberta e boa vontade é um trabalho interior de auto-conhecimento que melhora as relações humanas, que é onde temos mais dificuldades e é onde tudo tem de começar...
Comentário de Nuno em 11 maio 2010 às 20:49
Concordo Ana, foi precisamente um desses exemplos que me "contaminou".
Comentário de Nuno em 11 maio 2010 às 14:05
Olá João,

Precisamente por causa das ilusões de que falas recomendo a propósito do tópico esta conferência do Richard Douthwaite, autor do livro The Growth Illusion entitulada "Emergency? What Emergency?":

http://vimeo.com/8738847
Comentário de BEMCOMUM.net em 11 maio 2010 às 13:48
Nuno,

Creio que não haverá rápida aceitação de nenhuma proposta, que implique uma mudança significativa das expectativas que as pessoas têm. O novo carro, a nova casa, as férias de sonho...

Dado que a simplicidade será forçada, o facto de existirem potencialmente Iniciativas de Transição por todo o país, compostas por pessoas que estão a viver uma simplicidade voluntária baseada em casos práticos, uma nova forma de prosperar, amortecerá o provável sentimento de desamparo de muitos dos nossos concidadãos.

Entretanto, continuarão as ilusões, com permanentes bofetadas do real...
 

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