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Economia de Transição

Somos uma Rede Social, com mais de 6.000 membros, promotora do projeto ENERGizar.pt.

Misturamos essencialmente conceitos de Empreendedorismo Social com Modelos e Projetos de Desenvolvimento Sustentável (Permacultura, Transição, EBC, BCSD, B Corp) desde janeiro de 2009, porque como diz Peter Druker, a melhor forma de prever o futuro, é criá-lo!

Muito embora ache premente a recolha e salvaguarda das variedades tradicionais portuguesas creio que a questão passa, às vezes, ao lado do fundamental. Primeiro que tudo a partir de quando passa a ser considerada nacional? E depois, se vou pegar em sementes de chícharo cultivadas em sequeiro no Fundão e semeá-las numa raised bed com gota a gota em Lagos... será que isso ainda importa assim tanto?

De qualquer forma, parece-me que se coloca a tónica exclusivamente nas sementes em si, como se a salvaguarda genética fosse tudo. E é esse o meu ponto.

Por exemplo, a dona Joaquina cultiva há trinta anos a mesma variedade de tomate coração-de-boi pequeno. Todos os anos guarda semente das plantas e frutos que mais lhe agradaram.

A dona Joaquina diz que a semente original veio de Itália pelo que, a variedade não tem relevância enquanto tradicional. Certo? Mas afinal parece que o coração-de-boi é introduzido pela JAD em 1936, portanto até pode ser que seja nacional, mas entretanto o tomate veio das américas...

Talvez mais importante do que tudo isto seja perceber como ela os cultiva, se rega muito, se o fruto se conserva durante meses, se lhes dá o sulfato da Bayer mais o da Monsanto, se os mete mais cedo porque aguentam melhor o frio, se os costuma embarrar, se os usa para salada ou para doce, se produzem até às primeiras geadas, se a horta dela é ao lado da minha, etc

Este conhecimento é tão património como a carga genética de um dada variedade. Sem ele, a recolha de sementes "tradicionais" cai frequentemente num coleccionismo fetichista desprovido de substância. 

digam coisas

 

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Respostas a este tópico

Concordo plenamente. Aliás, há poucas coisas que me dêem tanto prazer como andar pelas hortas a falar com os velhotes, recolhendo as poucas variedades que ainda vão guardando. Acredita que durmo o sono dos justos, cada vez que "salvo" uma variedade.

Queria apenas problematizar a questão da nomenclatura e do património cultural associado a cada variedade. E trazer isto à discussão pois tenho medo que se torne apenas mais um clichê.

Gostava mesmo era de ouvir outras opiniões... ou está tudo nos workshops?

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