10 anos de Rede EBC! Fale connosco: +351 239100351 ou hello(at)ebc.pt Renew Europe Entrevista na TSF | Opinião | Sítio institucional Rede EBC.

MktLab

Economia de Transição

Somos uma Rede Social, com mais de 6.000 membros, focada no projeto ENERGizar.pt.

Misturamos essencialmente conceitos de Empreendedorismo Social com Modelos e Projetos de Desenvolvimento Sustentável (Permacultura, Transição, EBC, BCSD, B Corp) desde janeiro de 2009, porque como diz Peter Druker, a melhor forma de prever o futuro, é criá-lo!

Vídeos

  • Adicionar vídeo
  • Exibir todos

Informação

Colapso

Para quem acha importante conhecer e estar preparado para o pior cenário, esperando pelo melhor.

Membros: 40
Última atividade: 10 Jan, 2015


Caixa de Recados

Comentar

Você precisa ser um membro de Colapso para adicionar comentários!

Comentário de BEMCOMUM.net em 1 novembro 2011 às 10:33

"As anticipated by LEAP/E2020, the second half of 2011 is seeing the world continuing its unstoppable descent into global geopolitical dislocation characterized by the convergence of monetary, financial, economic, social, political and strategic crises."

http://www.leap2020.eu/GEAB-N-58-is-available-Global-systemic-crisi...

Comentário de BEMCOMUM.net em 19 setembro 2011 às 21:43

"Wall Street and the City, and their media intermediaries desperately want this debate not to take place, regardless of whether it’s ended by panic, so that governments should be forced to listen to their "experts" who assure them that the only way is to continue to recapitalize banks, and flood them with liquidity"

http://www.leap2020.eu/GEAB-N-57-is-available-Global-systemic-crisi...

Comentário de BEMCOMUM.net em 8 agosto 2011 às 11:54

"Só em valores da balança comercial alimentar, nós exportamos 6 mil milhões de euros por ano e importamos 9 mil milhões de euros. Só aqui, o défice é de mais de 3 mil milhões de euros. Ou seja, vai haver fome. É demasiado grave. E energia? Que combustível é que se compra?"

http://www.ionline.pt/conteudo/142011-joao-duque-a-europa-vai-se-de...

Comentário de BEMCOMUM.net em 18 julho 2011 às 10:30
Comentário de BEMCOMUM.net em 18 junho 2011 às 11:14

Bom dia Luís,

 

Muito obrigado pela tradução Luís. Uma achega, o valor são 15 biliões ou 15.000.000 milhões, ou 15.000.000.000.000 :)

Comentário de Luís Amaral em 18 junho 2011 às 10:20

CRISE SISTÉMICA GLOBAL - Último AVISO antes do CHOQUE (Outono 2011)

por Luis Amaral a Sexta-feira, 17 de Junho de 2011 às 20:49

Global Europe Anticipation Bulletin - GEAB Anúncio Público GEAB N° 56 Especial de Verão 2011 (16 de junho de 2011)  tradução: Luís Amaral (17 de Junho de 2011) 

 

"Crise sistêmica global - Último aviso antes do choque do Outono de 2011, quando 15.000 milhões de dólares de activos financeiros se vão desfazer em fumaça.

 

Em 15 de dezembro de 2010, no GEAB N ° 50, o LEAP/E2020 antecipou a explosão da dívida pública ocidental (1) que se daria no segundo semestre de 2011. Descrevemos então um processo que começaria com a crise europeia da dívida pública e, em seguida, incendiara o coração do sistema financeiro global, ou seja, a dívida federal dos EUA (2).

 

Cá estamos de novo com o mesmo problema, no início do segundo semestre de 2011, com uma economia global na mais completa desordem (3), um cada vez mais instável sistema monetário mundial (4) e centros financeiros em situação desesperante (5), tudo isto apesar dos milhares de milhões de fundos públicos investidos para evitar precisamente este tipo de situação.

 

A insolvência do sistema financeiro global e, em primeiro lugar, do sistema financeiro ocidental, volta de novo à ribalta, após pouco mais de um ano de cosmética política destinada a enterrar este problema fundamental em caminhões de dinheiro público.

 

Estimámos que em 2009 o mundo tinha cerca de 30.000 biliões de USD$ de activos fantasma. Quase metade transformaram-se em fumo no período de seis meses, entre Setembro de 2008 e Março de 2009. Para a nossa equipa, é agora o momento da outra metade, USD$15.000 biliões dos activos fantasma restantes, que pura e simplesmente desaparecerão entre Julho de 2011 e Janeiro de 2012.

 

Desta vez, vai também estar envolvida a dívida pública, ao contrário de 2008/2009 onde foram principalmente os jogadores particulares que foram afectados. Para avaliar a extensão do choque que aí vem, vale a pena saber que os bancos dos EUA estão a começar a reduzir o uso das Obrigações do Tesouro dos EUA (Bonds) para garantir as suas transações, por via dos riscos crescentes que pesam sobre a dívida pública EUA (6).

 

Para os jogadores do mundo financeiro, o choque do Outono de 2011 de vai ser literalmente o chão cedendo sob seus pés, já que é realmente a fundação do sistema financeiro global - os bilhetes do Tesouro dos EUA (Bonds), que mergulharão de forma acentuada (7).

 

A dívida Federal dos EUA e as previsões (2000-2016) (em milhares de bilião de dólares) - Fontes: Tesouro dos EUA / Berruyer/GEAB, 06/2011

 

Nesta edição, vamos discutir os dois aspectos mais perigosos do choque Outono de 2011, a saber:

  • o mecanismo de detonação da dívida pública europeia
  • o processo de explosão da bomba EUA em termos de dívidas do governo

Simultaneamente, no contexto da aceleração do processo de reequilíbrio das relações de poder global, introduzimos a antecipação de um processo geopolítico fundamental para a realização de uma cimeira euro-BRICS em 2014.

 

Finalmente, focamos as nossas recomendações sobre as formas de evitar o envolvimento nos USD$ 15.000 milhões em ativos fantasma que vão desfazer-se em fumo nos próximos meses, com uma menção especial para a evolução no mercado imobiliário na Europa, cujo colapso prevíamos para 2015 mas que vai começar de facto logo a partir de 2012.

 

No anúncio público desta edição GEAB, introduzimos uma parte da antecipação sobre o mecanismo de detonação da dívida pública Europeia.

 

Folha de balanço das participações do Banco Central Europeu
(vermelho: activos seguros / azul claro: títulos do sector público / verde: obrigações bancárias / azul escuro: outros títulos corporativos / bege: outros valores mobiliários) - Fontes: Spiegel / AC, 05/2011

 

Mecanismo de detonação da dívida pública Europeia

 

Os operadores financeiros anglo-saxões têm desempenhado o papelo de "aprendiz de feiticeiro" durante o último ano e meio e os primeiros títulos do Financial Times em Dezembro de 2009, sobre a crise grega transformaram-se rapidamente na chamada "crise do Euro". Não nos vamos alongar sobre as vicissitudes desta enorme chicana, com uma notícia (8) orquestrada a partir da City de Londres e de Wall Street, pois já dedicámos muitas páginas a ela numa longa série de alusões feitas pelo GEAB durante todo este período.

Basta dizer que 18 meses mais tarde, o Euro está a "passar muito bem", enquanto o dólar continua na sua espiral descendente contra as principais moedas mundiais, e que todos aqueles que apostam no colapso da zona euro perderam muito dinheiro. Tal como antecipámos, a crise favorece o surgimento de uma nova Eurolândia, soberana, que agora permite que a Zona Euro esteja muito mais bem preparada do que o Japão, os Estados Unidos ou o Reino Unido (9) para o choque de Outono de 2011 ... mesmo que acabe, muito relutantemente, desempenhando o papel de detonador.

 

O "bombardeamento" (visto que temos de chamar as coisas pelo seu nome) (10), intercalado com intervalos de várias semanas (11), ao qual foi submetida a Eurolândia durante todo este tempo, na verdade teve três efeitos principais consecutivos, dois deles bem longe dos resultados esperados por Wall Street and the City (Londres):

  1. Num primeiro momento (Dezembro de 2009 - Maio de 2010), foi removida a sensação de invulnerabilidade da moeda europeia (€), formada entre 2007 e 2008, colocando dúvidas quanto à sua durabilidade e mais precisamente fazendo sobressair a idéia de que o Euro era a alternativa natural ao dólar dos EUA (ou mesmo o seu sucessor) em perspectiva.
  2. Tal, levou os líderes da zona euro a começar a trabalhar na "velocidade máxima" (Junho 2010 - Março de 2011) sobre todas as medidas para salvaguardar, proteger e fortalecer a moeda única (medidas que já deveriam ter sido tomadas há muitos anos atrás). Ao fazer isso, eles revitalizaram a integração europeia e restabeleceram o núcleo fundador à frente do projecto europeu, marginalizando assim, em particular, o Reino Unido (12). Ao mesmo tempo que isso impulsiou o aumento do apoio à moeda europeia a partir dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China), liderados pela China, que após um momento de hesitação, tomou conhecimento de dois pontos fundamentais: 1º - Os europeus estavam agindo seriamente para enfrentar o problema e em 2º lugar, dada a determinação Anglo-Saxónica, o euro era, obviamente, a ferramenta essencial para qualquer tentativa de sair do "mundo dominado pelo USDólar" (13).
  3. Finalmente, tal está actualmente (Abril de 2011 - Setembro 2011) a compelir a "zona euro" a começar a conduzir os sacrossantos investidores privados para os "obrigar" a contribuir para a resolução do problema Grego, especialmente através de reescalonamento do reembolso "voluntário" (ou como quiserem denominar os cortes nos lucros esperados) (14).

Como podemos imaginar, se o 1º golpe foi realmente um dos objectivos prosseguidos por Wall Street (EUA) e pela City (UK) (para além do facto de transferir a atenção para longe dos problemas massiços do Reino Unido e dos Estados Unidos), por outro lado, as outras duas consequências foram no sentido totalmente oposto aos resultados desejados: a enfraquecer o Euro em todo o mundo e reduzir a sua atractividade.

 

Isto é particularmente relevante, uma vez que uma "quarta série" está, como veremos, a preparar-se para o início de 2012 (15), com o lançamento de um mecanismo de Eurobonds, permitindo a partilha de uma parte da emissão de dívida dos países da Eurolândia (16), a par da crescente e inevitável pressão política (17) para aumentar a parcela da contribuição privada neste amplo processo de reestruturação (18) da dívida dos países periféricos da zona do euro(19).

 

Progressão da dívida Grega e sua estrutura (em milhares de milhões de €)
** vermelho - a dívida expirando; verde - déficit orçamental; violeta - empréstimos da UE; castanho - empréstimos do FMI; azul - outros ** Fontes: Le Figaro / SG CIB, 05/2011

 

E com esta "quarta série" entramos no coração do processo de contágio que irá accionar a bomba da dívida federal dos EUA. Em primeiro lugar porque ao criar através dos media uma opinião pública global e um ambiente financeiro ultra-sensível em relação às questões da dívida pública, Wall Street e da City revelaram o tamanho insustentável dos déficits dos EUA e os do Governo Britânico e Japonês (20). Isto mesmo forçou as agências de rating, fieis cães-de-fila dos dois centros financeiros, a participar numa corrida louca para a identificação de "países downgrade".

É por esta razão que os Estados Unidos agora se encontram sob a ameaça de um downgrade, tal como tínhamos previsto, mesmo que isso tenha parecido impensável para a maioria dos "especialistas" ainda há apenas alguns meses atrás. Ao mesmo tempo, o Reino Unido, França, Japão ... também se encontram na mira das agências de rating (21).

 

Não nos esqueçamos que estas agências jamais previram algo verdadeiramente importante (nem o subprime, nem a crise global, nem a crise Grega, nem a "Arab Spring", ...).

Se desvalorizarem (downgrade) quem quer que seja hoje, eles serão apanhados no seu próprio jogo (22). Não é mais possível desvalorizar A sem afectar B, especialmente se B não for de facto melhor que A. As "suposições" de que é impossível para qualquer Estado em particular dê o calote na sua dívida, não resistiram três anos de crise: foi aqui que os aspirantes a aprendizes de feiticeiro de Wall Street e da City caíram na sua própria armadilha. Eles não viram que lhes seria impossível controlar e manter a histeria sobre a dívida Grega. Então, hoje é no Congresso dos EUA, com o azedo debate sobre o teto da dívida e dos cortes no orçamento, que se sentem as conseqüências dos enganosos artigos produzidos nos últimos meses sobre a Grécia e da ampliação da Zona Euro. Mais uma vez, limitamo-nos a salientar que, se a história faz qualquer sentido, é certamente o sentido de uma enorme ironia.

 

A produção industrial na China (vermelho) e na Índia (verde) (2006-2011)
Fonte: Marketwatch / Factset China / Índia Stats, 06/2011

 

Notas:

(1) Incluindo o fato de que os investidores privados (especialmente os bancos) seriam chamados a contribuir para resolver o problema da dívida Grega.

 

(2) Sem esquecer, é claro, as "muni" dívidas locais dos EUA.

 

(3) Os Estados Unidos estão a cair de novo na recessão. A Europa está a abrandar tal como a China e a Índia. A ilusão de uma recuperação global está agora verdadeiramente extinta. É precisamente esta situação extremamente preocupante que explica porque razão as grandes empresas estão a acumular dinheiro: elas não querem encontrar-se, como de 2008/2009, dependentes dos bancos que têm, eles mesmos, falta de liquidez. Segundo o LEAP/E2020, é bom que as PME e as pessoas em geral tomem cuidadosamente consciência desta situação. Fonte: CNBC, 2011/06/06

 

(4) James Saft colunista conhecido da Reuters e do The New York Times, dá-se ainda ao luxo de desejar "boa sorte para a hegemonia do dólar". Fonte: Reuters, 2011/05/19

 

(5) As Bolsas de Valores já sabem que a "festa" acabou com o fim da Flexibilização Quantitativa nos EUA e o retorno da recessão. E os operadores financeiros já não sabem como encontrar investimentos rentáveis e não sejam demasiado arriscados.

 

(6) Fonte: CNBC / FT, 2011/06/12

 

(7) Até mesmo a Arábia Saudita mostra publicamente a sua preocupação, com o príncipe Alwaleed referindo-se à "bomba da dívida dos EUA". Fonte: CNBC, 2011/05/20

 

(8) O exemplo mais recente: a 04 de Junho o protesto anti-austeridade em Atenas havia dificilmente reunido um pouco menos de 1.000 manifestantes, quando os mass-media anglo-saxónicos encheram de novo as primeiras páginas com "esta prova de rejeição por parte da população grega" ... conjurando dessa forma milhares de manifestantes. Fontes: Figaro, 2011/06/05; Financial Times, 2011/06/05; Washington Post, 2011/06/06

 

(9) O The Telegraph, de 2011/06/07 escreve, por exemplo, que desde 1980 o Reino Unido gastou £700.000 milhões do que aquilo que "meteu em caixa". Uma grande parte desses valores são os USD$ 15.000 biliões em activos fantasma que em breve desaparecerão.

 

(10) Podemos compreender o diálogo do "fim do Euro" se esgotou do pelo simples fato de que Wall Street está agora reduzida às intervenções regulares de Nouriel Roubini, para tentar tentar dar credibilidade a esse conto de fadas. Pobres Roubini, cujo trabalho de previsão não antecipou a crise global, nem nunca chegou a ultrapassar mais de seis meses, encontrando-se reduzidos a ter que prever o "fim do Euro" nos próximos cinco anos, ou, pelo menos, uma reforma fundamental da zona euro... Conseguindo com isso apenas um potencialmente incremento da integração europeia. Estamos a citar o autor, no seu recente discurso numa conferência em Singapura repetido no Figaro de 2011/06/14. Portanto, se resumirmos as previsão de Nouriel Roubini, assistiremos ao fim do Euro no curto espaço de tempo de 5 anos, a não ser que, na verdade, o Euro se veja  reforçado através da criação de uma "nova e permanentemente soberana" Eurolândia...

Qual é então a previsão? Para além do efeito apelativo e espectacular de uma morte anunciada, que consiste em dizer que dentro de cinco anos (um tempo infinitamente longo num momento de crise, quando Roubini falou em prazos substancialmente mais curtos, ainda há apenas alguns meses), uma... ou outra coisa, podem acontecer!

Obrigado Dr. Roubini! É difícil tentar fazer previsões e, simultaneamente, trabalhar para Wall Street. Mas a verdade, é que você tem fazer a sua parte na (vã) tentativa de convencer os asiáticos a não venderem ativos cotados em dólares em favor daqueles que o estão em Euros.

 

(11) Quando os "especialistas" anglo-saxões e os mass-media não podem de facto inventar nada mais para justificar a manutenção da «crise do Euro», nas primeiras páginas.

 

(12) Mas também a Suécia, cuja elite continuar a viver num mundo após 1945, aquele em que foram capazes de enriquecer aproveitando os problemas do resto do continente. No que respeita ao Reino Unido, a City continua a tentar, em vão, evitar ficar sob o controle das autoridades Europeias, como se pode verficiar da leitura deste artigo do Telegraph (2011/05/30). O mais engraçado neste artigo é a imagem escolhida pelo jornal: a bandeira Europeia em frangalhos. No entanto, é realmente a City quem está a perder a sua independência histórica em favor da União Europeia e não o contrário. Esta é uma ilustração gritante da incapacidade de compreensão do desenrolar dos acontecimentos na Europa, por parte dos media britânicos, mesmo quando se trata do Telegraph, na sua excelência em termos da "cobertura" que tem feito da crise.

 

(13) Daí a sua motivação para comprar a dívida da Eurolândia. Fonte: Reuters, 2011/05/26

 

(14) Fontes: YahooActu, 2011/06/13; Deutsche Welle, 2011/06/10; Spiegel, 2011/06/10

 

(15) A crise não vai permitir que a Eurolândia espere por 2013 (data prevista para a revisão do sistema adoptado em Maio de 2010) para resolver esta discussão.

 

(16) Várias opções estão sendo estudadas, mas provavelmente todos organizados em torno de um sistema de emissão de dívida tier governo dual: uma questão subscrita em comum pela Eurolândia (e, portanto, uma taxa de juro muito baixa) em relação com o valor de até uma percentagem máxima do PIB de cada estado (40%, 50%, 60% ... tal depende da escolha dos líderes da zona euro); além deste limite, a questão só é garantida pela assinatura única do Estado em causa, envolvendo imediatamente taxas muito altas para os estudantes menos atentos da classe.

 

(17) A este respeito, é lamentável que os media internacionais estejam mais interessados em alguns milhares de manifestantes gregos (ver mais adiante a questão do exemplo gritante da enorme diferença entre os números verdadeiros e aqueles divulgados pelos media anglo-saxónicos) que supostamente deveriam corporizar a recusa de austeridade Europeia e a fraqueza da Zona Euro, mais do que representarem as expectativas reais dos gregos, através da carta aberta redigida pelos seus intelectuais, que não acusa a Eurolândia, mas a sua própria elite política e financeira de ser incapaz de respeitar os seus compromissos e exigindo a actualização do sistema político-social Grego para o nível do resto da Eurolândia. Fonte: L'Express, 2011/06/09

 

(18) No que se refere à palavra "reestruturação", sobre a qual os economistas e financeiros de todos os tipos têm tecido extensos artigos e comentários, a nossa equipe quer fazer uma precisão clara e simples: é óbvio que parte da dívida Grega pertence a esses 15.000 biliões de USD$ de activos fantasmas que se irá evaporar nos meses vindouros.

Não importa a palavra usada, "reestruturação", "default"..., tal como é indicado no GEAB anterior, a Eurolândia vai organizar um processo que fará com que os credores menos poderosos ou os mais expostos a perder significativamente com a sua exposição à dívida Grega. A isto chama-se crise, e é exatamente aquilo que estamos a atravessar. E o "interesse nacional" funciona sempre da mesma maneira. Mas de qualquer forma, nesse momento, o problema vai ser transferido para os Estados Unidos, Japão e Reino Unido e ninguém vai prestar atenção ao caso Grego, onde os valores são comparativamente ridículos: Grécia = 300.000.000.000€; EUA = 15.000.000.000.000.000 USD$.

 

(19) E a próxima revisão pelo Tribunal Constitucional de Karlsruhe de Recurso contra o Fundo de Estabilização Europeia, se não questionar julgamentos já proferidos, vai aumentar a pressão na Alemanha para que o sector privado venha a ser chamado a participar nas soluções, ou seja, nas perdas. Fonte: Spiegel, 2011/06/13

 

(20) Um cálculo simples permite-nos calcular a diferença entre o actual problema Grego e a crise dos EUA em pano de fundo plano: os bancos em particular serão forçadas a suportar entre 10% e 20% do custo do resgate da dívida grega, sendo entre 30 e 60 mil milhões de €. É isso que "excita" as agências de rating no que se refere aos bancos europeus nos dias de hoje. A explosão da bomba da dívida federal dos EUA irá, pelo menos, impor um custo de proporções semelhantes nas margens e outros titulares institucionais dessa dívida. Portanto, neste caso estamos a falar (numa estimativa conservadora, porque a própria natureza das Obrigações do Tesouro dos EUA envolve uma maior contribuição privada), em  valores entre 1,5 e 3 mil biliões de USD$. Isto é consistente com nossa estimativa de 15.000 biliões em activos fantasma que vai desaparecer nos próximos trimestres.

 

(21) Fontes: Reuters, 2011/06/08; Le Monde, 2011/06/11; FoxNews, 2011/05/30

 

(22) E uma das consequências deste jogo é que os Europeus estão a preparar-se não só para regular severamente os métodos das agências de rating, mas eles irão pura e simplesmente criar concorrentes às agências anglo-saxónicas, tal como já fizeram os Chineses cuja agência Dagong acredita que os Estados Unidos já entrou num processo de calote da sua dívida. Ao perder o monopólio sobre a medição do risco, Wall Street e a City, perdem também a capacidade de ganhar ou perder fortunas. Fontes: CNBC, 2011/06/02; YahooNews, 2011/06/10"

 

http://www.leap2020.eu/GEAB-N-56-Special-Summer-2011-is-available-G...

Comentário de BEMCOMUM.net em 17 junho 2011 às 4:10
GEAB N°56-Special Summer 2011 is available! Global systemic crisis – Last warning before the Autumn 2011 shock, when $15 trillion of financial assets go up in smoke

http://www.leap2020.eu/GEAB-N-56-Special-Summer-2011-is-available-G...
Comentário de Luís Amaral em 27 maio 2011 às 13:09

"Garbage Warrior" (Guerreiro do Lixo) é um inquietante documentário de Oliver Hodge, que numa postura de humanitário activismo nos abre perspectivas sobre alternativas reais à "vida moderna", através do exemplo da obra do arquitecto Mike Reynolds, o inventor dos já famosos EARTHSHIPS - casas construidas com enorme conforto térmico, numa filosofia de "circuitos fechados", por vezes 100% autosuficientes, que capturam água da chuva, usam energia solar e eólica e onde florescem hortas, pessoas e animais, comprovando como é possível fechar ciclos (make ends meet) e levar os conceitos da Permacultura bem longe.
O filme documenta o confronto que Reynolds prossegue com a Kafkiana máquina legal dos EUA, que insiste em preservar leis e normas absurdas não servem para nada, a não ser complicar a vida dos seus cidadãos e colocar toda a civilização em risco.

O vídeo pode ser visto em Garbage Warriors - Earthships

Ou pode ser carregado no megaupload (formato *.rar), ou no Torrent TPB.
As legendas podem ser descarregadas aqui

Comentário de Nuno em 21 abril 2011 às 19:52

Parece que a estagflação regressa para uma visita de longo prazo, com uma inflação levada ao colo pelos preços das commodities e uma recessão devida aos fracassos do sistema financeiro.

 

http://en.wikipedia.org/wiki/Stagflation

 

Comentário de Nuno em 21 abril 2011 às 19:38

Sem dúvida que vai ser um Verão interessante, ManuelJ.

 

Pergunto-me se uma reedição de 2008 irá mudar algumas posturas ou se só à terceira é que é de vez.

 

Membros (39)

 
 
 

© 2020   Criado por BEMCOMUM.net.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Política de privacidade  |  Termos de serviço